Receba no seu e-mail todas as novidades. Subscreva a newsletter:

Insira o seu email.Insira um email válido.


NOTÍCIAS

2018-12-03
Notícias do dia

Draghi admite que esperava dados económicos melhores 

O crescimento económico do terceiro trimestre pode ter sido desapontante para Mario Draghi, mas o presidente do Banco Central Europeu (BCE) não vai desviar-se do seu objectivo de retirada gradual dos estímulos da política monetária. Perante os eurodeputados esta segunda-feira, 26 de Novembro, Draghi mostrou-se confiante quanto à evolução da inflação. "Os dados que ficaram disponíveis desde a minha visita em Setembro têm sido de alguma forma mais fracos do que o esperado", admitiu Mario Draghi esta tarde no Parlamento Europeu, perante a comissão para os Assuntos Económicos e Monetários, referindo que a desaceleração reflecte as tensões comerciais e alguns factores específicos a países e a sectores da União Europeia. No terceiro trimestre, o PIB do conjunto dos Estados-membros cresceu 1,7%, em termos homólogos - a pior marca desde 2014. Em cadeia, o crescimento foi de 0,2% (0,4% no primeiro semestre). Com estes números, a questão coloca-se: o BCE considera que esta travagem é temporária ou chegou para ficar? Draghi começou por dizer que "uma desaceleração gradual é normal assim que as expansões [económicas] amadurecem e o crescimento converger para o potencial de longo prazo". Ou seja, parte desta travagem é comum. Porém, acrescentou que também há uma parte que "pode ser temporária". Um dos exemplos é a indústria automóvel que meteu o pé no travão no terceiro trimestre por razões pontuais. Quanto ao mandato do banco central - que passa pelo controlo dos preços - Mario Draghi assegurou que "existem boas razões para se estar confiante de que a inflação subjacente irá aumentar gradualmente nos próximos tempos". O presidente do BCE antecipa uma subida dos salários - que tem demorado a chegar à Europa - uma vez que a taxa de desemprego está em mínimos de 2008, o que irá pressionar os preços. Face a estes desenvolvimentos, o fim das compras em 2019 vai acontecer? "No geral, os desenvolvimentos recentes confirmam a avaliação feita pelo conselho de governadores do BCE quanto à projecção da inflação a médio prazo", disse Draghi, confirmando que continua a prever o fim da aquisição de dívida em Dezembro deste ano. E que continua a existir a necessidade de um "nível significativo" de estímulos monetários através das taxas de juro baixas.Draghi admite, no entanto, que as incertezas mantêm-se e, por isso, a política monetária continuará a ser lidada com "paciência, prudência e persistência". Daqui a duas semanas, o BCE reúne-se pela última vez este ano, altura em que deverá confirmar o fim do programa de compra de dívida e em que é expectável que possa haver mais pistas sobre a política de reinvestimento. Já nas minutas da última reunião, divulgadas na semana passada, os responsáveis do Banco Central Europeu reconheciam que a economia europeia estava a ser afectada por "incertezas e fragilidades", mas asseguravam que, de forma geral, os dados continuam a apontar para crescimento económico. Na última reunião, Draghi chegou mesmo a dizer que "não há razão para que o crescimento na Zona Euro termine de forma abrupta". (fonte:Jornal de negócios)

 

Londres e Bruxelas acordam "declaração política" sobre relação futura pós-Brexit 

 

A reunião da primeira-ministra britânica, Theresa May, e do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, esta quarta-feira, 22 de Novembro, deu frutos: o Reino Unido e a União Europeia chegaram a acordo sobre a base da sua relação futura. A novidade foi dada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, que já enviou a "declaração política" aos Estados-membros para que esta possa ser assinada no Conselho Europeu de domingo, 25 de Novembro. "Enviei agora mesmo aos 27 Estados-membros um esboço da declaração política sobre a relação futura entre a União Europeia e o Reino Unido. O presidente da Comissão informou-me que os negociados tinham chegado a acordo assim como, em princípio, ao nível política, o que ficará sujeito à confirmação dos líderes [chefes de Governo]", escreveu Tusk na sua conta de Twitter

 

Produção automóvel em Portugal cresce 80% até Outubro 

 

A produção automóvel em Portugal nos primeiros dez meses deste ano ascendeu a 247.542 unidades, o que traduz uma subida de 80,3% face a igual período em 2017, revelou esta segunda-feira a Associação Automóvel de Portugal (ACAP).No mês de Outubro, foram produzidos 27.751 veículos, uma subida homóloga de 39,2%. Nos ligeiros de passageiros o aumento foi de 23,4%, para 19.266 unidades, enquanto nos comerciais ligeiros a produção mais do que duplicou, passando de 3.827 para 7.897 veículos. No segmento de pesados, as 588 unidades produzidas traduzem uma subida de 18,5% face a Outubro de 2017.Do total de veículos produzidos, 96,8% destinaram-se a exportações, que registam uma subida homóloga de 82,4% face a 2017.A Europa é o destino da mais de 90% das exportações, com destaque para a Alemanha (21,3%), França (14,5%), Itália (11,4%), Reino Unido (11,1%) e Espanha (9,7%).

 

Supervisor chinês propõe cortar imposto sobre a compra de automóveis. Ações do sector disparam 

O organismo chinês responsável pelo planeamento económico propôs cortar os impostos cobrados na compra de automóveis para metade, avança a Bloomberg. A medida, que tem como objectivo contrariar os efeitos negativos da guerra comercial e travar a desaceleração da procura, está a levar as fabricantes automóveis a disparar em bolsa, perante a perspectiva de um aumento das vendas naquele que é o maior mercado do mundo para este sector.

De acordo com a agência noticiosa, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que é também o regulador máximo da China, apresentou um plano a um grupo de altos responsáveis políticos que prevê um corte de 50% nos impostos, de 10% para 5%, a aplicar aos veículos de passageiros com motores até 1,6 litros.

Os automóveis desta dimensão representam cerca de 70% das vendas realizadas na China no ano passado, de acordo com os dados da Associação de Construtores Automóveis da China.  

A Volkswagen, cujas vendas na China representaram no ano passado quase 39% do total, está a registar fortes ganhos em bolsa. As acções disparam 5,14%, depois de terem chegado a valorizar 6%, a maior subida intradiária em mais de dois anos. A BMW e a Daimler, que também têm a China como o seu maior mercado, registam igualmente fortes ganhos. A BMW sobe 4,05% e a Daimler 4,77%. A Fiat e a Ferrari valorizam mais de 3% e a Continental 5,29%.

As vendas de carros na China estão a caminho da sua primeira queda anual em duas décadas, com a guerra comercial com os EUA a pesar no crescimento e a acelerar as perdas no mercado de acções.

 

Depois de ter registado vendas recorde nas últimas décadas – com a emergente classe média da China a comprar os seus primeiros automóveis - os consumidores estão agora a travar as suas compras, um recuo exacerbado pela eliminação gradual de um desconto na compra de carros. Esse incentivo foi implementado em 2015, reduzido no ano passado e eliminado gradualmente no início deste ano.

 

Bolsa chinesa regressa à negociação em forte queda com fuga de investidores estrangeiros 

Foi um regresso à negociação pintado de vermelho carregado. Depois da habitual pausa de uma semana no final de Setembro, as bolsas chinesas voltaram a transaccionar esta segunda-feira e as quedas foram violentas.

A tendência negativa reflectiu o momento de quedas sentido na semana passada nos restantes mercados accionistas mundiais, mas também factores negativos locais, como o aumento dos receios com o impacto económico da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos.

O CSI300, índice que reúne as 300 maiores cotadas chinesas, afundou 4,3% para 3.290,90 pontos, o que traduz a queda diária mais forte desde Fevereiro de 2016. De acordo com a Bloomberg, a descida deste índice foi a mais violenta da última década para a primeira sessão de Outubro (após a habitual pausa do final de Setembro).

O Shanghai Composite Index desvalorizou 3,7% para 2.716,51 pontos, na pior sessão desde 19 de Junho, acumulando já uma queda de 18% em 2018.

Já o FTSE China A50, composto pelas maiores cotadas e que são as preferidas pelos investidores estrangeiros, fechou a sessão a deslizar quase 5%, sofrendo a queda mais forte desde Janeiro de 2016.

A Bloomberg dá conta que este "sell-off" na bolsa chinesa teve origem sobretudo nos investidores estrangeiros, que venderam 9,7 mil milhões de yuan (1,4 mil milhões de dólares) em acções chinesas de categoria A. Trata-se do segundo valor mais elevado de sempre e apenas ligeiramente abaixo do recorde de fuga de investidores que aconteceu há oito meses quando os mercados accionistas mundiais viveram sessões de quedas acentuadas.

O impacto da retirada de capital por parte dos estrangeiros acentuou-se uma vez que os fundos estatais, ao contrário do que é habitual em alturas de turbulência na bolsa chinesa, não estiveram activos do lado das compras.  

As medidas adoptadas pelo banco central da China também não atenuaram o pessimismo dos investidores. O PBOC anunciou no domingo um corte de 1 ponto percentual no rácio de requisito de reserva dos bancos chineses, com o objectivo de contribuir para suportar a economia e acalmar os investidores.

"Os investidores estrangeiros ficaram pessimistas. A venda massiva de títulos é um sinal de aumento das preocupações acerca das relações entre os Estados Unidos e a China", referiu à Bloomberg Steven Leung, director executivo da corretora Uob Kay Hian, em Hong Kong.

"Há uma escassez aguda de confiança no mercado. São poucos os investidores que estão a comprar", afirmou à Reuters Alvin Ngan, analista da corretora Zhongtai International. "A economia chinesa está sob uma forte pressão negativa … e é preciso tempo para perceber se as recentes medidas de estímulo são efectivas ou não".

 

Têm sido vários os bancos de investimento (JPMorgan Chase, Morgan Stanley e Nomura) a abandonar uma recomendação positiva para as acções chinesas, sendo o HSBC dos poucos a recomendar a apostar na bolsa da segunda maior economia do mundo.

 

Rússia surpreende mercado com primeira subida de juros desde 2014 

O banco central da Rússia surpreendeu o mercado ao subir as taxas de juro pela primeira vez desde 2014. Este aumento é justificado pelo aumento dos riscos em torno da inflação e pela possibilidade de os EUA virem a impor sanções ao país. E acontece numa altura em que outros países emergentes estão a dar os mesmos passos, como foi o caso da Turquia.

Os responsáveis do banco central russo decidiram subir os juros para 7,5%, face aos anteriores 7,25%, de acordo com um comunicado divulgado pela entidade e citado pela Bloomberg. Apenas dois de 42 economistas consultados pela agência previam um aumento, enquanto os restantes esperavam que a taxa ficasse inalterada. E esta subida não deverá ser a única, com os responsáveis a "considerarem a necessidade de mais aumentos".

"Considerando o que está a acontecer nos mercados, os investidores esperam que haja alguma reacção – é necessária uma combinação de palavras e acções concretas", afirmou Valeriy Vaysberg, responsável de research da Region Investment, à Bloomberg, após ter sido divulgado o comunicado.

A subida das taxas de juro por parte do banco central da Rússia segue-se à decisão surpreendente da Turquia de aumentar os juros 17,75% para 24%, na quinta-feira. Esta subida superou bastante a expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, que apontavam para um aumento de 3,25 pontos percentuais.

 

O presidente turco, Tayyip Erdogan, já criticou a subida de juros do banco central. "Há um limite para a paciência", disse Erdogan esta sexta-feira, que classificou a subida de "consideravelmente alta".

 

BANCOS ESPANHOIS - posições curtas em 31 de agosto de 2018 

De acordo com os registros da CNMV: 

 

- As posições vendidas atingiram 4,86% do capital social do Bankia em 31 de agosto de 2018 contra 4,46% em 17 de agosto e 4,17% em 3 de agosto de 2018. 

- As posições vendidas atingiram 1,46% % do capital social da Sabadell a partir de 31 de agosto de 2018 vs. 1,37% a partir de 17 de agosto e 0,86% a partir de 3 de agosto de 2018. 

- Para o BBVA, as posições vendidas atingiram 0,56% da participação do banco capital, de 0,3% a partir de 17 de agosto de 2018 e de 0,51% a partir de 3 de agosto de 2018. 

 

- As posições curtas sobre Bankinter, Santander e Liberbank mantiveram-se estáveis ​​em relação ao último registro em 17 de agosto de 2018 em 0,49% do capital social do Bankinter e em 0,2% do capital social do Santander e do Liberbank em 31 de agosto de 2018. (CNMV)

 

 

Os seis novos alertas dos reguladores nacionais sobre as moedas virtuais 

Falta de transparência, risco de fraude e enorme volatilidade. São alguns dos riscos apontados pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) relativamente às moedas virtuais. Depois dos comunicados efectuados no arranque do ano, os reguladores nacionais voltam a alertar para os riscos deste investimento, num contexto de multiplicação das plataformas de negociação.

O comunicado do CNSF, emitido esta quinta-feira, começa por revelar que, nos últimos meses, surgiram no mercado diversas plataformas de negociação de moedas virtuais. E que, em algumas destas plataformas, as informações divulgadas são incompletas, a linguagem é muito técnica e pouco clara.

"Neste enquadramento, o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões reiteram o alerta aos consumidores, efectuado em Fevereiro de 2018 pelas autoridades de supervisão europeias, para os riscos envolvidos na aquisição e detenção de moedas virtuais", diz o comunicado.

Os reguladores nacionais demonstram, assim, a sua preocupação com o facto de "um grande número de consumidores adquirirem moedas virtuais na expectativa de que o seu valor continue a crescer sem estarem cientes dos riscos envolvidos". Por isso, elencam um conjunto de seis riscos para os quais os investidores devem estar alerta.

O primeiro é o facto de a maioria das moedas virtuais estar sujeita a uma enorme volatilidade, pelo que os consumidores devem ter em conta que poderão perder grande parte ou mesmo a totalidade do capital investido.

Por outro lado, as moedas virtuais e as suas plataformas de negociação não são reguladas nem supervisionadas pelas autoridades de supervisão do sistema financeiro. Ou seja, "os consumidores não beneficiam da mesma tutela conferida aos serviços financeiros regulados", sublinha.

Em terceiro lugar, a formação de preços nas moedas virtuais não é frequentemente transparente, pelo que existe "um grande risco de os consumidores não receberem um preço justo e fiável na aquisição ou venda" destas moedas.

Acresce ainda que a informação disponibilizada aos consumidores pode ser inexacta, incompleta, pouco clara ou não esclarecedora e, deste modo, podem não ser devidamente apresentados todos os riscos aos consumidores.

Além disso, a estrutura das moedas virtuais pode implicar um potencial elevado de abuso, de fraude e de manipulação do mercado.

Por fim, a elevada volatilidade das moedas virtuais, a incerteza quanto ao seu futuro e a falta de enquadramento regulatório das plataformas de negociação faz destas moedas inadequadas para a maior parte dos consumidores.

"Se os consumidores decidirem adquirir moedas virtuais ou instrumentos financeiros de exposição directa a moedas virtuais, deverão compreender plenamente as suas características e riscos. Os consumidores não devem investir montantes cujas perdas não possam suportar", conclui o comunicado.

 

BIS: Criptomoedas podem "rebentar" com a Internet 

O Banco de Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla inglesa) lançou este domingo um novo alerta sobre as criptomoedas, como a bitcoin.

Em Fevereiro tinha considerado que as criptomoedas "tornaram-se uma mistura de bolha, esquema Ponzi e desastre ambiental". Agora, o organismo que coordena os bancos centrais vai mais longe, alertando que as criptomoedas têm um problema de escala e se atingissem uma dimensão considerável, poderiam até provocar perturbações na Internet.

Num capítulo do seu relatório anual, que foi publicado este domingo, o BIS faz um exercício para exemplificar que as criptomoedas são "inadequadas" para cumprir o requisito de meio de pagamento diário.

"Para processar as transacções digitais que estão actualmente a cargo de um número selecto de sistemas de pagamentos no retalho, mesmo assumindo projecções optimistas, a dimensão dos registos seriam superiores à capacidade de armazenamento de um smartphone numa questão de dias, de um computador pessoal em semanas e de um servidor em meses", refere o BIS.

Contudo, o problema vai muito além da capacidade de armazenamento, estando também no processamento. Segundo o BIS, "apenas os supercomputadores poderiam fazer a verificação das transacções".

O BIS vai mais longe e refere mesmo que num cenário em que as criptomoedas se tornassem um meio de pagamento muito utilizado, era a internet que poderia ficar em causa. "O volume de comunicações associado poderia gerar interrupções na Internet, com milhões de utilizadores a trocar ficheiros com a dimensão de um terabyte", refere o BIS.

 

Estes são alguns dos argumentos pelos quais BIS repete que as criptomoedas nunca poderão almejar o estatuto de moeda e meio de pagamento generalizado. No relatório deste domingo, repete que as criptomoedas são instáveis, consomem demasiada energia e estão sujeitas a fraude e manipulação. 

 

Itália arrasta Portugal e juros atingem máximos de Setembro 

A indefinição política em Itália continua a castigar os activos italianos e a arrastar os activos dos países periféricos. A taxa de juro associada à dívida a dez anos de Portugal já superou os 2,5%, esta terça-feira, atingindo o valor mais elevado desde o passado mês de Setembro. Mas a subida é mais expressiva nos prazos mais curtos.

A "yield" da dívida portuguesa está a subir na generalidade dos prazos. A excepção são os títulos a 12 meses, onde a taxa de juro desce ligeiramente (0,6 pontos base) para os -0,174%. Mas, nos prazos a dois e três anos, a dívida sobe mais de 20 pontos base para os 0,386% e 0,493%, respectivamente.

Já no prazo de referência, a dez anos, a "yield" avança 12,7 pontos base para os 2,198%, isto depois de ter chegado a atingir os 2,536% durante a sessão. Este é o valor mais elevado desde Setembro. Esta segunda-feira, os títulos das obrigações portuguesas a dez anos anularam as quedas que chegaram a registar desde o início do ano. 

"É um efeito colateral da situação em Itália", adianta Jens Peter Sørensen ao Negócios. O analista do Danske Banke frisa que este desempenho "não está relacionado com o desempenho da economia portuguesa, que poderá ser sujeita a revisão pela Fitch na sexta-feira".

No curto prazo, o desempenho da dívida portuguesa vai "depender de Itália, mas duvido que vão além dos 2,5% no prazo a dez anos – em algum ponto, penso que os investidores vão diferenciar muito mais Itália e Portugal", realça Jens Peter Sørensen, em declarações enviadas por email ao Negócios. A dívida italiana a dez anos já chegou a superar os 3%, esta terça-feira. 

E, se os juros da dívida pública dos países periféricos têm sido fortemente "castigados" nos últimos dias, a "yield" da dívida da Alemanha tem aliviado em todos os prazos. Um desempenho que reflecte a procura por segurança por parte dos investidores. A "yield" da dívida a dez anos da Alemanha desce 7,1 pontos base para os 0,273%.

Esta evolução divergente tem agravado o prémio de risco da dívida nacional. O diferencial face à dívida da Alemanha está a subir para os 191,9 pontos, estando a negociar nos valores mais elevados desde Outubro.

Sergio Mattarella, Presidente da República, italiano decidiu, este domingo, não aceitar a composição do Governo liderado por Giuseppe Conte. Na segunda-feira, Mattarella nomeou um governo de transição liderado por Carlo Cottarelli, ex-director do FMI. 

A turbulência nos activos italianos e europeus reflecte os receios dos investidores de que o Movimento 5 Estrelas e a Liga obtenham votações ainda mais fortes nas eleições que vão decorrer no Outono ou início do próximo ano.

 

Cottarelli vai hoje apresentar a composição do seu governo de transição, que tem como objectivo apresentar o orçamento para 2019. Mas os investidores estão a reflectir os receios de que Cottarelli não consiga o apoio do parlamento e fique apenas em gestão corrente até às eleições que neste cenário decorrerão depois de Agosto. 

 

Stoxx600 perto de maior série de ganhos semanais em três anos

As principais praças europeias abriram a última sessão desta semana a transaccionar em terreno positivo, animadas pelas subidas registadas nas bolsas asiáticas que fecharam a sessão desta sexta-feira com a maior valorização semanal desde Fevereiro. 

A Bloomberg justifica o optimismo verificado na Europa com a desacleração da inflação nos Estados Unidos, o que retira pressão à Reserva Federal norte-americano no que diz respeito à política de normalização da política monetária. Ou seja, há agora nos mercados a ideia de que a subida das taxas de juros nas principais economias poderá ocorrer a um ritmo mais lento do que até aqui era esperado. 

O índice de referência europeu começou o dia a ganhar 0,10% para 392,38 pontos, apoiado em especial pela subida registada pelo sector europeu das matérias-primas. O Stoxx600 encaminha-se para a sétima semana consecutiva a acumular ganhos, o que, a verificar-se, será a mais longa série de valorizações semanais em mais de três anos.

Em Lisboa, o PSI-20 abriu a sessão a somar 0,32% para 5.577,31 pontos, na sexta sessão consecutiva de ganhos e num dia em que a bolsa nacional já tocou em máximos de 24 de Abril. 

 

Apple deverá devolver mais 100 mil milhões de dólares aos accionistas 

A Apple deverá entregar pelo menos 100 mil milhões de dólares (82.424 milhões de euros ao câmbio actual) adicionais aos seus accionistas devido ao repatriamento dos seus lucros fora dos EUA, prevêem os analistas ouvidos pelo Financial Times. Este reforço recorde do retorno aos accionistas, efectuado através de dividendos e recompra de acções, deverá ser anunciado esta terça-feira, aquando da apresentação dos resultados do primeiro trimestre. Em Fevereiro, a empresa liderada por Tim Cook indicou que planeava eliminar 163 mil milhões de dólares (134,35 mil milhões de euros) em liquidez após repatriar o capital acumulado fora dos EUA. A decisão de repatriar os lucros do exterior foi tomada na senda da reforma fiscal de Donald Trump, que reduz significativamente as taxas de impostos às empresas, desde que estas repatriem os lucros. Muitos analistas de Wall Street estimam que a maioria destes lucros seja distribuída pelos accionistas nos próximos anos. Desta forma, em 2020, a maior empresa mundial poderá recompensar os accionistas com um total acumulado de 450 mil milhões de dólares (370,9 mil milhões de dólares) tendo em conta os pagamentos efectuados desde 2012. Após retomar, em 2012, o pagamento de dividendos e instituir um programa de recompra de acções, a Apple tem adicionado entre 30 mil e 50 mil milhões de dólares ao seu programa de remuneração do capital todos os anos, aproximadamente nesta data. Os analistas do Morgan Stanley estimam que a Apple poderá anunciar terça-feira um reforço de 150 mil milhões de dólares a distribuir pelos accionistas. As previsões dos analistas apontam para que a Apple tenha alcançado 61 mil milhões de dólares de receitas no primeiro trimestre.

 

Crédito à habitação tem melhor arranque de ano desde 2010 

 

As novas operações de crédito à habitação ascenderam a 676 milhões de euros, em Fevereiro, revelam os dados do Banco de Portugal. Um montante que eleva para 1.310 milhões de euros o montante concedido no acumulado do ano. Trata-se do melhor arranque de ano desde 2010, quando foram emprestados 1.524 milhões de euros.

 

 

Regulador europeu proíbe opções binárias e restringe CFD a investidores de retalho 

A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) anunciou esta terça-feira, 27 de Março, novas medidas relativas ao fornecimento de contratos diferenciais (CFD) e opções binárias para proteger os investidores de retalho de instrumentos classificados como "complexos e com falta de transparência". 

As medidas acordadas incluem a proibição da comercialização, distribuição ou venda de opções binárias e investidores de retalho e uma restrição da comercialização, distribuição ou venda de CFD. Em comunicado, o regulador esclarece que "esta restrição consiste em limites de alavancagem na abertura de posições, uma regra de encerramento da margem por conta, uma protecção contra o saldo negativo por conta, impedir a utilização de incentivos por um fornecedor de CFD, e um aviso de risco específico claro de forma padronizada". 

"A ESMA, juntamente com as autoridades nacionais competentes (ANC), concluíram existir preocupações significativas relativas à protecção dos investidores relativamente a CFD e opções binárias oferecidos a investidores de retalho", refere o regulador em comunicado. "Tal deve-se à sua complexidade e falta de transparência; às características particulares dos CFD – à alavancagem excessiva – e às opções binárias - o retorno negativo estrutural esperado e o conflito de interesses inerente entre os fornecedores e os seus clientes; a disparidade entre o retorno esperado e o risco de perdas; e questões relacionadas com a sua comercialização e distribuição". 

Steven Maijoor, presidente da ESMA, acrescenta que as medidas acordadas em matéria de CFD irão, pela primeira vez, "garantir que os investidores não possam perder mais dinheiro do que o que investiram, restringir a utilização de alavancagem e de incentivos, e alertar os investidores quanto a riscos". 

Em comunicado, a ESMA informa que tenciona adoptar estas medidas nas línguas oficiais da União Europeia nas próximas semanas, na sequência das quais será publicada, no seu site, uma comunicação oficial. 

 

As medidas serão depois publicadas no Jornal Oficial (JO) da União Europeia (UE) e começarão a ser aplicadas um mês depois, para as opções binárias, e dois meses depois, para os CFD, após a sua publicação no JO.

 

Banco de Inglaterra mantém taxa de juro em 0,5% mas não afasta subida em Mai

O Banco de Inglaterra (BoE) confirmou as expectativas do mercado ao anunciar esta quinta-feira, 22 de Março, que vai manter inalterada a taxa de juro directora do Reino Unido em 0,5%.

Sete dos nove membros do comité de política monetária do banco central inglês votaram a favor da manutenção dos juros, pelo que apenas dois votaram favoravelmente a uma subida já nesta quinta-feira. 

As actas relativas à decisão do comité de política monetária da instituição mostram, contudo, que o BoE deverá decretar uma subida dos juros nos próximos meses. Mais consensual foi a perspectiva, partilhada por todos os membros do comité, de que quaisquer futuros aumentos terão de acontecer de forma gradual e limitada. 

O governador Mark Carney, juntamente aos outros seis membros que votaram pela manutenção dos juros, consideram que deve esperar-se até Maio por novos dados económicos para então avaliar a possibilidade de uma subida dos custos do dinheiro. 

 

De acordo com analistas citados pelo The Guardian, as actas não afastam a possibilidade de na reunião de Maio ser decretado um aumento dos juros. 

Depois de o aumento dos juros anunciado em Novembro do ano passado ter sido encarado acima de tudo como uma resposta ao Brexit, os investidores acreditam que os sinais dados pelas actas apontam para um trilho de normalização da política monetária da instituição liderada por Mark Carney. 

 

 

O anúncio de que os juros permanecem inalterados impulsionou a libra que disparou nos mercados cambiais para máximos de Junho de 2017 face ao euro e de 2 de Fevereiro contra o dólar. Ainda assim, entretanto a divisa britânica segue apenas a apreciar 0,17% contra o euro e a ceder 0,04% relativamente ao dólar.Esta quarta-feira, a Reserva Federal dos Estados Unidos anunciou um esperado aumento de 25 pontos base da taxa dos fundos federais, que passou para um intervalo entre 1,50% e 1,75%.

 

CaixaBI corta recomendação e preço-alvo da EDP Renováveis 

O CaixaBI cortou o preço-alvo para as acções da EDP Renováveis de 7,60 para 7,10 euros, sendo que o horizonte temporal da análise foi estendido para 2018. Tendo em conta a cotação de fecho desta quinta-feira (6,78 euros), o novo ‘target’ atribui aos títulos um potencial de valorização de 4,7%. A recomendação desceu de "comprar" para "neutral". 

Na nota de análise divulgada esta quinta-feira, 4 de Janeiro, os analistas sublinham que, após a OPA lançada pela EDP em Março, a liquidez diminuiu e os fundamentais da empresa perderam importância. Ainda assim, o cenário de investimento permanece "sólido". 

"Na nossa opinião, o caso de investimento da EDPR permanece sólido e inalterado com opções de crescimento interessantes para desenvolver, uma carteira diversificada e a capacidade de cumprir os objectivos estabelecidos (plano de negócios 2016-2020)", afirmam. 

No entanto, acrescenta a nota, "na sequência da oferta pública de aquisição lançada pela EDP, a liquidez do mercado diminuiu significativamente e os fundamentais da empresa perderam importância". 

O CaixaBI também actualiza as suas estimativas de resultados para 2017, para espelhar a alteração na política das amortizações de 25 para 30 anos e a redução do custo da dívida, após as renegociações com a EDP. 

Assim, os analistas revêem em alta as projecções para o resultado líquido em 2017 de 157 para 247 milhões de euros, e em 2018 de 166 para 236 milhões. 

As acções da empresa liderada por Manso Neto encerraram a sessão de hoje a cair 0,07% para 6,78 euros.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. Alertamos para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

Pharol afunda mais de 10% após demissão de CEO da Oi 

Os papéis da Pharol são os que mais perdem esta segunda-feira, 27 de Novembro, no índice accionista português, depois de conhecida, na noite de sexta-feira passada, a demissão do presidente executivo da operadora brasileira Oi, de que a portuguesa é a principal accionista.Os títulos da companhia liderada por Luís Palha da Silva já estiveram a perder 11,33% para 0,313 euros, na segunda sessão consecutiva de recuos - e que na sessão de sexta-feira passada chegaram a superar os 7%. Também na sexta-feira, ao início da noite, foi conhecida a decisão de demissão do mais alto cargo na operadora brasileira por parte de Marco Schroeder, numa altura em que a Oi está em negociações com os credores no âmbito do seu processo de recuperação.Schroeder estava no cargo há quase ano e meio, desde Junho do ano passado, e era nas suas mãos que tinha estado o processo de negociação com os credores e com o Estado brasileiro.Segundo disse uma fonte à Bloomberg, a demissão foi precipitada por Schroeder ter concluído que não conseguiria continuar a trabalhar com a administração e devido à sua frustração crescente em relação à lentidão da acção do governo brasileiro para ajudar a Oi a sair da situação delicada em que se encontra. Até ao momento, não há indicação de substituto para o cargo.A saída acontece depois de, na semana passada, o conselho de administração da empresa ter aprovado as alterações ao plano de recuperação da operadora e das suas subsidiárias. No entanto, segundo duas fontes próximas envolvidas nas negociações com os credores, as mudanças no plano de recuperação da Oi aprovado pelo conselho reduziram drasticamente as hipóteses de resolução neste ano. Desde logo porque as mudanças não alteraram os principais pontos do plano, que ignoram os credores e favorecem os accionistas, disseram as mesmas fontes.A próxima assembleia-geral de credores - já adiada por três vezes - está prevista para 7 de Dezembro, mas segundo a Bloombeg será provavelmente adiada para Fevereiro, para dar tempo ao governo para reestruturar o pagamento de 11 mil milhões de reais (3,4 mil milhões de dólares) devidos pela Oi à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

 

CTT afunda mais de 20% após corte de dividendo e quebra de lucros

01/11/2017

As acções dos CTT estão a afundar 14,70% para 4,313 euros, tendo chegado a deslizar 20,69% para 4,01 euros, o que corresponde à queda mais pronunciada desde que a cotada está em bolsa (2013), assim como o valor das acções nunca foi tão baixo.Além da queda acentuada, a negociação está a ser muito activa, tendo já trocado de mãos mais de 1,3 milhões de títulos, quando a média diária dos últimos seis meses é praticamente metade (689 mil) do que já negociou só nesta primeira meia hora de negociação.A justificar a queda pronunciada das acções estão os anúncios feitos ontem já após o fecho do mercado. Por um lado os lucros da empresa de correios caíram 57% para 19,5 milhões nos primeiros nove meses do ano, ainda que as receitas tenham aumentado 0,2%.Mas acima de tudo, a empresa liderada por Francisco Lacerda anunciou que vai propor um corte dos dividendos que serão distribuídos aos accionistas referente ao actual exercício. O corte é de 11,6%, passando de 48 para 38 cêntimos, com a empresa a justificar a decisão com o desempenho inferior ao esperado dos resultados operacionais.
 

 

Haitong: Lucros da REN terão crescido 24% para 87 milhões até Setembro


O banco de investimento Haitong estima que, nos primeiros nove meses deste ano, a REN tenha obtido lucros de 87,2 milhões de euros, o que representa uma subida de 24% face ao mesmo período de 2016, de acordo com uma nota a que o Negócios teve acesso.
As receitas subiram 3% para 506,4 milhões de euros até Setembro. O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), estimam, avançou 1% para 362,1 milhões de euros. O EBIT (lucros antes de juros e impostos) cresceu também 1% para 199,1 milhões de euros. Os custos operacionais (OPEX) da empresa liderada por Rodrigo Costa deverão ter crescido 7% nos três primeiros trimestres deste ano, para 78,8 milhões de euros.
Olhando apenas para o terceiro trimestre deste ano, o analista Nelson Rei Bernardino, do Haitong, estima que o resultado líquido da REN tenha crescido 14% para 34,3 milhões de euros. As receitas subiram 1% para 176,5 milhões de euros de Julho a Setembro, algo que conta com "o contributo da Electrogas", pode ler-se na nota.
O EBITDA no terceiro trimestre subiu 2% para 119,3 milhões de euros. E o EBIT cresceu 3% para 65 milhões de euros. Os custos operacionais no trimestre terão ascendido a 26,5 milhões de euros, o que reflecte uma subida de 3% face a igual período do ano anterior.
"Como habitual, não esperamos que os resultados trimestrais tenham um impacto material nas acções, com o EBITDA trimestral a ser um pouco mais elevado ano-a-ano, devido ao contributo da Electrogas, e com os baixos custos financeiros a impulsionarem o resultado líquido em 14% ano-a-ano", pode ler-se na nota de "research".
A REN desce por esta altura 0,07% para 2,68 euros.
A empresa liderada por Rodrigo Costa apresenta as suas contas no próximo dia 3 de Novembro.Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.
 
 

 

EDP cai para mínimos de quase dois meses com proposta da ERSE

02/10/2017

As acções da EDP estão a negociar no valor mais baixo em quase dois meses, depois de a ERSE ter proposto, na sexta-feira, que os consumidores paguem menos 165 milhões de euros por ano à eléctrica, nos próximos dez anos, no âmbito dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC).
 
Os títulos recuam 2,26% para 3,113 euros – a cotação mais baixa desde 11 de Agosto – naquela que é já a décima sessão de perdas em 11.
 
Numa nota de research divulgada esta manhã, os analistas do CaixaBI referem que a ERSE irá divulgar a sua proposta final e documento completo no próximo dia 15 de Outubro, podendo haver, até lá, "uma volatilidade acrescida e uma reacção negativa nas acções da EDP face às notícias divulgadas".
 
Também o Haitong adianta que as notícias são "negativas" para a EDP, e que o valor proposto pelo regulador fica abaixo das suas estimativas e das do mercado.
 
Na sexta-feira, a ERSE propôs que a EDP venha a receber entre 2017 e 2027 85 milhões de euros por ano, num total de 850 milhões, depois de ter recebido, entre 2007 e 2017 250 milhões de euros ao ano, num total de 2.500 milhões.
 
O parecer, não vinculativo, foi enviado pelo regulador ao Governo, a quem cabe a palavra final sobre o valor dos contratos CMEC para os próximos dez anos.
 
Em pouco mais de três horas de negociação já trocaram de mãos mais de 4 milhões de acções da EDP, quando a média diária dos últimos seis meses é de 6,4 milhões.
 
Os títulos da eléctrica liderada por António Mexia ganham 7,74% desde o início do ano.

 

PORTUGAL - Destino "POP" para Brasileiros

Todos os dias mais popular entre os brasileiros, Portugal está a ser redescoberto no turismo como um país dono de uma identidade cultural singular que está além das grandes cidades e até mesmo como destino de imigração.

Giuliana Miranda, jornalista responsável pelo blog "Ora Pois" e correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Lisboa desde 2014, explicou à Lusa que a população brasileira tinha pouca curiosidade sobre Portugal, mas isto mudou drasticamente nos últimos dois anos.

"Durante muito tempos Portugal foi visto pelos brasileiros como uma espécie de lado B da Europa. Quando me mudei me perguntaram porque não fui para Londres. Havia um grande desconhecimento. Estou a perceber, porém, que existe enorme curiosidade sobre tudo o que se refere a Portugal", disse.

Escrevendo para o público brasileiro quase todos os dias, a jornalista faz coberturas de temas sociais, económicos, políticos, culturais e histórias do quotidiano.

No blog "Ora Pois" onde mantém uma proximidade maior com os leitores, Giuliana Miranda dá dicas e explora curiosidades sobre Portugal que muitas vezes não têm espaço no jornal.

Por seu turno, Andrea Miramontes, editora de turismo do portal de notícias R7, da rede Record de Televisão, salienta que a facilidade de comunicação é outro fator determinante para esta redescoberta.

"É um país fácil de estar por causa da língua. Falamos a mesma língua e conseguimos nos entender bem. Os turistas daqui sentem que estão na Europa, mas também em casa. Sabemos que muita gente [do Brasil] não fala inglês, mas quer viajar. Ir para Portugal atende a este desejo", destacou.

A jornalista do R7 considera que o público brasileiro tem mais interesse em roteiros turísticos complementares a uma visita à capital, evitando outros temas de atualidade.

"Os leitores pedem mais informações sobre o que tem para se fazer perto de Lisboa, como alugar um carro, novidades sobre hotéis, passeios e também informações sobre a gastronomia local", disse a jornalista que escreve, pelo menos, uma vez por mês sobre Portugal.

"Tenho apresentado menos Lisboa e mais locais alternativos de passeios para quem quer mais do que é oferecido nos roteiros das agências de viagens", comentou.

Em 2017, o número de turistas brasileiros que escolhem Portugal como destino de viagem aumentou 67% em relação a 2016, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados pelo Consulado Geral de Portugal em São Paulo.

Entre os principais países emissores de vistos turísticos, o Brasil foi também o que mais aumentou, percentualmente, os seus gastos para cerca de 167 milhões de euros (620 milhões de reais), que representa um crescimento de 61%.

Giuliana Miranda, da Folha de S. Paulo, chamou a atenção para o facto de que também tem sido procurada por pessoas que querem emigrar para Portugal.

"Existem muitas assessorias de imprensa e pessoas que têm empreendimentos e querem vender Portugal como a nova Miami. Estas assessorias usam dados que são uma parte [da realidade] (..) Brasileiros ricos estão mesmo se mudando para Portugal para fugir da violência, porém, pessoas com baixa qualificação continuam vindo para cá e são mal recebidas", salientou.

Giuliana Miranda citou, como exemplo deste problema, uma mudança recente no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras de Portugal que tornou mais difícil a legalização daqueles que viajaram com visto de turista e conseguiram trabalho em Portugal.

"Isto é um assunto delicado muito pouco retratado nos ‘media’ brasileira. Imigrantes aqui ficaram numa espécie de limbo e esperam entre 7 e 8 meses para se legalizar. Portugal recebe muito bem os turistas, quem tem visto gold e os estudantes, mas ainda existe algo de complicado no tratamento dos imigrantes", apontou.

"Tento explicar estes problemas para as pessoas, mas ecoa muito a imagem de que Portugal é um Eldorado, um país incrível sem problemas, sem violência", finalizou.

 

"O Porto é perfeito". Eles não vieram para visitar o melhor destino europeu, chegaram para assentar arraiais na Invicta

Uma recente vaga de estrangeiros chegou ao Porto não para fazer turismo, mas para fixar residência, criar o próprio negócio e usufruir da segurança, das tradições e do crescimento económico numa cidade premiada três vezes como melhor destino europeu.

O Porto foi eleito melhor destino europeu em 2012, 2014 e 2017 e a “avalancha” de turistas é um facto, atingindo quase 6,9 milhões de dormidas.

 

Mas, nos últimos meses, a cidade tem registado uma nova tendência com a chegada de estrangeiros que não querem fazer turismo, mas antes pretendem realizar o sonho de viver numa cidade segura, que une tradição e contemporaneidade e que também está na moda por proporcionar crescimento económico a quem for empreendedor, explicou à Lusa Maria Kulagina, uma russa que abriu um estabelecimento comercial há cinco meses na típica Rua das Taipas, onde serve pequenos-almoços saudáveis e aluga bicicletas.

 

“Quando pensámos numa cidade para estabelecer o nosso negócio, pensámos em primeiro lugar no Porto. O Porto está a crescer, isso vê-se. Ganharam o título para melhor destino europeu, também têm muitas companhias aéreas que asseguram bilhetes baratos de outras cidades europeias”, enumera Maria Kulagina, 26 anos, uma antiga relações públicas que aterrou no Porto em dezembro passado com o seu marido Alexey Mikhaylov, 34 anos, ex-diretor financeiro, para abrir o ‘Hungry Biker.

 

Depois de palmilharem Portugal de lés-a-lés, a escolha recaiu no Porto, por causa da “atmosfera”, pelo “espírito aberto das pessoas” e “autenticidade” e, porque as pessoas têm os “olhos postos no futuro, mas não se esquecem das suas tradições”, explica o casal russo.

 

Maria e Alexey deixaram Yekaterinburg, cidade entre a Ásia e Europa, a dois mil quilómetros de Moscovo, e destacam que encontraram no Porto pessoas amigas de ajudar, que “não se escondem atrás de muros”.

 

O casal brasileiro Felipe Sales, 39 anos, informático, a mulher, Daniela Sales, 40 anos, e o filho de cinco anos também imigraram para o Porto há cerca de um ano, deixando para trás o Rio de Janeiro, a violência e a crise económica sentida no seu país natal.

 

Abriram dois negócios. Uma marca brasileira de joias e uma marca de acessórios para telemóveis. “Viemos em busca de uma vida mais tranquila, com mais segurança e uma vida melhor para o nosso filho”, resume Daniela Sales, destacando que o Porto tem um bom clima, uma gastronomia interessante e “muito boa” mobilidade urbana.

 

“Para a gente a adaptação foi muito fácil”, conta Felipe Sales, considerando ainda que aquela imagem que se fala dos portugueses serem “maldispostos” e “mal-humorados” e que “tratavam mal os estrangeiros” não foi vivenciada, pelo menos para já.

 

“Agora só de férias volto ao Brasil, porque a situação está complicada em temos económicos, políticos e de segurança”, assume o casal brasileiro.

 

A alemã Svenja Specht, ‘designer’ de moda, alugou uma casa no Porto há dois anos com o seu companheiro, Yoske Nishiumi, natural de Tóquio (Japão), e mudou a sede da sua empresa ‘Reality Studio’, em Berlim, para um primeiro andar de um edifício da Baixa portuense.

 

Entretanto o japonês Yoske Nishiumi decidiu também abrir o seu próprio negócio e apostou numa loja conceptual com produtos japoneses, alemães e portugueses no centro da cidade, nas Galerias Lumiére, onde 70% dos clientes são portugueses.

 

Amigos da cena musical que faziam intercâmbios entre Porto e Berlim e amigos do estúdio Colönia – arte e ‘design’ – foram alguns dos responsáveis por apresentarem a cidade do Porto ao casal Svenja e Yoske, que visitou a cidade pela primeira vez em 2011.

 

O facto de Portugal ser famoso pela tradição dos sapatos e pelas fábricas de têxteis foi o principal motivo para o casal germano japonês decidir imigrar para o Porto em busca de empreender nos negócios.

 

A par da indústria têxtil e do calçado, a tranquilidade, a meteorologia, os vinhos, o peixe, e a autenticidade nas pessoas e o seu carinho ajudaram na escolha, contou Svenja Specht.

 

“Achámos o Porto uma cidade muito acolhedora, muito aberta às novidades. O Porto é perfeito. A comida é extraordinária. Tudo é tão fresco, da época e por isso muito natural e saboroso”, considerou Yoske, que confessou também estar deliciado com as aulas de português que tem tido duas vezes por semana com um professor que se desloca a sua casa.

 

A arquiteta Yeliz Cenesiz, 41 anos, e o marido Alper Cenesiz, 44 anos, naturais de Istambul, na Turquia, também escolheram o Porto para viver e criar o filho que hoje tem nove anos, elegendo a vida tranquila, o bom clima e a segurança como as grandes qualidades da cidade.

 

Depois de visitarem Portugal numas férias quando estava grávida, o casal ficou com o Porto debaixo de olho como uma opção para viver no futuro e quando houve uma vaga na Faculdade de Economia da Universidade do Porto para Alper Cenesiz, o casal optou por imigrar para o Porto.

 

À Lusa, Yeliz, que atualmente tem um negócio de roupa feita em Portugal e Espanha, conta que o que mais gosta no Porto é a “vida tranquila” e a “segurança”, porque em Istambul há “muitas coisas más”, “roubos com violência” e é “muito cosmopolita com mais de 15 milhões de pessoas”, “difícil para estacionar”, sendo “tudo muito complicado e cansativo”.

 

Para o casal turco, que mora na Avenida da Boavista, a cidade do Porto tem o “bom dos mundos” e, por isso, pensam nunca mais sair da cidade, onde até já compraram apartamento.

 

Todos os casais, que unidos pelo amor, vieram viver e trabalhar para o Porto confessaram à Lusa que gostariam de ficar a viver durante longos anos naquela cidade do Norte de Portugal.

 

A população estrangeira residente do distrito do Porto quase que chega às 23 mil pessoas e a maioria é constituída por cidadãos brasileiros (7.738), ucranianos (2.317) e chineses (2.149), segundo os dados mais recentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

 

Os últimos dados disponíveis na página da Internet do SEF sobre a população estrangeira residente do distrito do Porto são de 2015 e indicam que havia nesse ano no distrito 22.972 mil estrangeiros (12.505 mulheres e 10.467 homens), e, desse total, 774 cidadãos tinham vistos de longa duração.

 

A maioria era de nacionalidade brasileira (7.738), seguida pela ucraniana (2.317), chinesa (2.149), espanhola (1.069), cabo-verdiana (945), angolana (907), italiana (586), francesa (539), romena (531) e alemã (479).

 

 

Além de muitas outras comunidades estrangeiras com números menos expressivos, como a russa (387), em 2015 havia registos estarem fixados no distrito do Porto cidadãos de países tão distintos como Andorra, Antígua e Barbuda, Arábia Saudita, Burkina Faso, Chipre, Comores, Eritreia, Gabão, Guiana, Lesoto, Mali, Mauritânia, Mongólia, Montenegro, Namíbia, Nicarágua, Oman, República Centro-Africana, Suazilândia, Togo, Tonga, Trindade e Tobago.

 

 

Deutsche Bank afunda quase 7% após confirmação de reforço de capital 

As acções do germânico Deutsche Bank estão a afundar na bolsa de Frankfurt, reflectindo as notícias que o banco vai realizar um reforço de capital, que pode ir até 10 mil milhões de euros, e que deverá diluir a posição dos actuais accionistas.

Por esta altura, as acções do Deutsche Bank caem 5,83% para 18,025 euros. Porém, já recuaram 6,90% para 17,82 euros durante a sessão. Trocaram de mãos até ao momento mais de 3,9 milhões de acções. A média diária dos últimos seis meses é de 13,3 milhões de títulos.

Apesar da queda registada esta segunda-feira, 6 de Março, desde o início do ano o banco ganha 4,49%. A capitalização bolsista do banco é superior a 24,8 mil milhões de euros.

Este domingo, 5 de Março, o Deutsche Bank apresentou os planos para os próximos anos, que passam sobretudo por reforço de capital e corte de custos, depois de ter registado prejuízos nos últimos dois anos.

O banco vai mesmo avançar com um aumento de capital, noticiado ainda na sexta-feira, através da emissão de novas acções. Serão 687,5 milhões de novos títulos, através dos quais o Deutsche Bank espera encaixar até oito mil milhões de euros. "Segundo as futuras regras de capital esta operação vai permitir-nos alcançar um rácio de capital de cerca de 14% e retirar uma fonte de grande de incerteza", realçou o presidente executivo do banco, John Cryan, através de uma mensagem enviada aos funcionários do banco e que foi publicada no site da instituição.

O aumento de capital deverá arrancar no dia 21 de Março, de acordo com um comunicado emitido este domingo. A operação deverá terminar no dia 6 de Abril.

Além deste aumento de capital, o Deutsche Bank vai ainda tentar encaixar até dois mil milhões de euros com a venda de activos, uma meta fixada para os próximos dois anos.

Já o Postbank, um activo que chegou a ser noticiado estar à venda, vai permanecer na esfera do Deutsche Bank, mas será fundido com a unidade de clientes comerciais e banca privada do banco alemão.

Além destas questões, o banco prevê que os custos ajustados desçam em cerca de três mil milhões de euros, passado de 24,1 mil milhões, em 2016, para cerca de 21 mil milhões, em 2021.

 

Ao mesmo tempo haverá alterações ao nível de gestão do banco. O actual presidente executivo, John Cryan, manterá as suas funções e ficará responsável pelo negócio do banco nos EUA. Em contrapartida, foram nomeados dois vice-presidentes executivos: Marcus Schenck, até agora administrador financeiro, e Christian Sewing, até agora presidente executivo da unidade alemã de banca privada e gestão de fortunas.

 

 

Dow Jones reforça maior ciclo de ganhos em 30 anos 

As praças do outro lado do Atlântico abriram em baixa, num ambiente de maior nervosismo por parte dos investidores, em vésperas de um importante discurso de Donald Trump no Congresso. E assim prosseguiram durante praticamente todo o dia.

No entanto, mesmo a minutos de fecharem, as bolsas dos EUA conseguiram inverter para o verde. Foi mesmo por uma "unha negra", referiu a Bloomberg.

O índice industrial Dow Jones marcou assim um novo máximo de fecho, ao somar 0,05% para 20.819,84 pontos, naquela que foi a sua 11ª sessão consecutiva em alta, 10 das quais a marcar máximos históricos (ontem estabeleceu o seu máximo de sempre nos 20.821,76 pontos).

Ao encerrar nestes patamares, o Dow reforçou também a sua mais longa série de fechos recorde desde 1987.

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avançou 0,15%, para 2.367,34 pontos, depois de ontem ter alcançado um máximo de sempre nos 2.368,26 pontos.

Já o tecnológico Nasdaq Composite fechou a ganhar 0,17% para 5.845,30 pontos. O seu mais recente máximo histórico foi atingido na negociação intradiária de terça-feira, 21 de Fevereiro, nos 5.867,89 pontos.

Apesar desta subida no último minuto, as praças do outro lado do Atlântico demonstraram hoje o ambiente de cautela por parte dos investidores em vésperas de um importante discurso do presidente norte-americano, que na próxima semana vai discursar perante o Congresso.

Além disso, na próxima semana fará três semanas que Donald Trump prometeu um "plano fenomenal" para a reforma fiscal, pelo que os investidores estão a ficar impacientes, comentou à Bloomberg o principal analista de mercado da CMC Markets, Michael Hewson.

Assim, os investidores aguardam pormenores sobre cortes de impostos ou outras medidas económicas a serem anunciadas na próxima semana pelo novo residente da Casa Branca.

Ontem, o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, veio dizer que quer ver aprovada, até Agosto próximo, uma reforma fiscal "muito significativa", reforçando assim a mensagem do presidente.

 

Quem está a ganhar terreno com este nervosismo nos mercados accionistas é o ouro, que está a ver fortalecido o seu estatuto de valor-refúgio.

 

BCP afunda 6% para novo mínimo histórico 

As acções do Banco Comercial Português fixaram um novo mínimo histórico esta quarta-feira, com a saída de investidores do banco devido ao anúncio do aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros.

Os títulos caem 6,84% para 0,86 euros, abaixo do mínimo histórico fixado na última sessão, quando reagiram pela primeira vez à emissão de novas acções para reembolsar o Estado e reforçar os rácios de capital.

Esta é já a quarta sessão consecutiva no vermelho para o banco liderado por Nuno Amado, que este ano já acumula uma perda em bolsa de 18,02%. A capitalização bolsista é agora de 812 milhões de euros. 

O aumento de capital é de 1,33 mil milhões de euros, com as novas acções a serem vendidas a 9,4 cêntimos. Este valor representa um desconto de 90% face à cotação de fecho das acções na sessão de segunda-feira e de 38,6% face ao valor teórico das acções pós aumento de capital no dia em que foi anunciado.

Com a descida das cotações em bolsa, o valor teórico da acção pós aumento de capital já desceu para 14,19 cêntimos, com cada direito a ter um valor teórico de 0,718 euros. Cada direito permite subscrever 15 novas acções.

A Fosun, através da "holding" Chiado, vai investir um máximo de 531 milhões de euros para reforçar a sua posição no banco liderado por Nuno Amado para elevar para 30% a sua posição no BCP.

"A cotação do BCP deve continuar pressionada, apesar de existir o compromisso da Fosun, subscrever mais 40% do montante do aumento de capital, para ficar com 30% do banco. Alguns accionistas estão à espera da transacção dos direitos, pelo que até essa data a cotação deve manter-se pressionada", explica Pedro Lino, presidente executivo da Dif Brokers, em declarações ao Negócios.

"As expectativas são de que o título continue a desvalorizar, até se perceber se a Sonangol irá ou não reforçar a sua posição. Caso não reforce, então a cotação poderá reagir em forte baixa",  

"A evolução da cotação do BCP fez precisamente o que era esperado em cenários de anúncios de recapitalização por via de aumento de capital e em linha com o que se verificou na restante Europa em situações equiparáveis de recapitalização", realça João Queiroz, director de negociação do Banco Carregosa, a comentar a queda registada na terça-feira.

 "Até que as expectativas se cristalizem, a cotação deverá apresentar uma crescente e elevada volatilidade. Como anunciado, o capital fresco não vai ficar no BCP e os investidores estão a gerir a incerteza sobre o destino destes novos recursos: se para provisões de crédito, se para reembolsar os CoCo’s ao Estado ou ambos (provisões e devolver capital ao Estado)", adianta o responsável do Banco Carregosa.

 

 

Monte dei Paschi afunda mais de 16% para mínimo histórico após alerta de liquidez 

É mais uma sessão negra para as acções do italiano Monte dei Paschi, que estão a afundar na bolsa de Milão depois de a instituição ter alertado que poderá ficar sem liquidez daqui a quatro meses. 

As fortes descidas levaram mesmo as acções a serem suspensas por duas vezes durante a manhã. Nesta altura, os títulos afundam 16,56% para 15,47 euros, o valor mais baixo de sempre. 

Esta quarta-feira, numa comunicação publicada no seu site, o banco avisou que poderá ficar sem liquidez mais rápido do que era previsto, se não conseguir concluir com sucesso o seu plano de recapitalização de cinco mil milhões de euros. 

Depois de ter dito na semana passada que a sua posição de liquidez de 10,6 mil milhões de euros deveria durar 11 meses, a instituição alertou agora que o prazo deverá ser mais curto, de apenas quatro meses. No quinto mês, o banco poderá ter já uma liquidez negativa em 15 milhões de euros. 

O alerta da instituição italiana é mais um sinal da urgência em recapitalizar aquele que é o mais antigo banco do mundo em actividade. O Monte dei Paschi tem até ao final do ano para concluir o processo, que é visto com cada vez mais dúvidas pelo mercado. Ainda esta terça-feira o banco captou 500 milhões de euros numa troca voluntária de dívida por acções, segundo a Reuters, mas o montante arrecadado até ao momento ainda fica aquém dos 5 mil milhões de euros necessários.   

Essas mesmas dúvidas levaram o Governo italiano liderado por Paolo Gentiloni a elaborar um plano de ajuda ao sector no valor de 20 mil milhões de euros, que será hoje colocado para aprovação no parlamento. Este fundo, constituído como medida de precaução, tem como objectivo suportar o sector bancário caso o plano de recapitalização do Monte dei Paschi falhe e os bancos necessitem de um reforço de liquidez. 

Segundo avança o Il Messaggero, o plano elaborado pelo Executivo italiano não vai penalizar os depositantes com mais de 100 mil euros e irá incluir compensações parciais para os obrigacionistas de retalho. 

Os accionistas e obrigacionistas deverão enfrentar perdas "suaves", tendo que participar na conversão de obrigações subordinadas em acções, enquanto os obrigacionistas de retalho poderão ser compensados em 80% do seu investimento. 

 

Ainda de acordo com o Il Messaggero, além do Monte dei Paschi, também o Veneto Banca, o Popolare Vicenza, o Cassa di Cesena, Cassa di Rimini e Cassa di San Miniato poderão beneficiar desta ajuda estatal. 

 

BCP afunda mais de 11% após venda do Sabadell 

As acções do BCP estão a afundar 11,27% para 1,1448 euros no início da sessão desta terça-feira, 13 de Dezembro, reflectindo o resultado da alienação da participação que o Sabadell detinha no banco. As acções já chegaram a perder 12,03%.

Antes da abertura do mercado, a instituição espanhola revelou já ter concluído a operação de venda, que implicou uma menos-valia de 8,3 milhões de euros brutos. 

O Sabadell vendeu as acções representativas de 4,08% do capital do BCP por 1,15 euros por título, o que implicou um encaixe total de 44,36 milhões de euros "pelo total da participação vendida, sem que tenha um impacto relevante (menos-valias de aproximadamente 8,3 milhões de euros brutos) na conta de resultados e balanço do banco", revela o comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A cotação dos títulos do BCP está, assim, a ajustar-se ao valor que o banco espanhol recebeu por cada acção – 1,15 euros – que corresponde a menos 10,87% do que a cotação de fecho na sessão de segunda-feira, 12 de Dezembro.

A venda da participação foi realizada "através de um processo de ‘accelerated bookbuilding’ dirigido exclusivamente a investidores qualificados e institucionais, levado a cabo pelo Citigroup Global Markets Limited actuando como Sole Bookrunner da oferta", adianta o comunicado.

A conclusão da operação, através da liquidação da oferta, vai ocorrer a 15 de Dezembro.

Com a descida desta terça-feira, os títulos do banco liderado por Nuno Amado anulam grande parte dos ganhos registados na semana passada, em que estiveram a beneficiar do alívio dos receios em torno da banca italiana. 

A saída do Sabadell do capital do BCP – que acontece depois de a Fosun ter adquirido 16,7% do capital da instituição financeira - foi avançada na tarde de ontem, pela Bloomberg. 

Antes da entrada da Fosun, o Sabadell era o segundo maior accionista do BCP, depois da Sonangol. Com a entrada do grupo chinês, desceu para a terceira posição, com uma participação de 4,1%.

A saída do Sabdell surge depois da entrada da Fosun, que já detém mais de 16% do capital do banco liderado por Nuno Amado, e já tem autorização para atingir os 30%. E surge também antes da assembleia-geral, que foi adiada para 19 de Dezembro, e tem como objectivo elevar os direitos de voto, uma exigência da Fosun para concretizar os 30% de posição no capital do banco.

Em Agosto, depois de os donos da Fidelidade e da Luz Saúde terem anunciado a vontade de investir no BCP, o Sabadell afirmara ao Negócios que o banco português era um "sócio estratégico". "Tudo o que seja bom para o BCP é bom para nós", disse na altura a instituição.

 

Fonte BPI

 

BCE alerta para potencial correcção "abrupta" nos mercados 

 

"É provável uma maior volatilidade no futuro próximo e o potencial de uma correcção abruta permanece significativo". O alerta é dado pelo Banco Central Europeu e consta do relatório de estabilidade financeira publicado esta quinta-feira, 24 de Novembro.

O BCE faz este alerta devido à "elevada incerteza política a nível global e às vulnerabilidades dos mercados emergentes".

O banco central assinala que "elevadas tensões geopolíticas e forte incerteza política, numa altura em que o calendário eleitoral está bastante preenchido em muitas economias avançadas, tem o potencial para reacender a aversão ao risco a nível global e despoletar um forte choque de confiança". 

Depois das eleições nos Estados Unidos que resultou na vitória de Donald Trump, há um importante referendo na Itália este ano e em 2017 vão decorrer eleições em França e na Alemanha, onde os partidos extremistas têm vindo a ganhar força nas sondagens.

Para o BCE, o aumento da incerteza política pode representar uma ameaça para os bancos, para a estabilidade do sistema financeiro e para o crescimento económico.

 

"Os bancos da Zona Euro permanecem com vulnerabilidades significativas" e as "perspectivas para a rentabilidade permanecem reduzidas devido ao ambiente de fraco crescimento económico", refere o BCE.

 

Eleições EUA

Nas primeiras horas após em que o presidente é eleito, os investidores precisam preparar-se para a volatilidade. O que não deve fazer é entrar em pânico.

Isso porque, independentemente de como os preços reagem em 9 de novembro, os movimentos do dia seguinte nos Índices são inúteis em dizer o que vem depois. 

É importante notar que a compulsão para agir em consequência do voto é frequentemente muito forte - stocks balançam duas vezes mais violentamente que o  normal naqueles dias. Segundo dados compilados pela Bloomberg, eles caíram 5 por cento logo após Barack Obama vencer John McCain em 2008, mas nada diz que a reação de quarta-feira não vai ser um prenúncio para o ano, nada diz que não vai também, e os investidores devem pensar antes para não fazer nada precipitado.

 

"Tentar negociar que é muito difícil", "Mesmo que o mercado vende, se você tem um horizonte de tempo razoável, poderá ser uma oportunidade de compra. A poeira vai acentar e as pessoas vão concluir que a economia está OK. "

Nas 22 eleições que remontam a 1928, o S & P 500 caiu 15 vezes um dia após fechamento das urnas, para uma perda média de 1,8 por cento. Os Stocks reverteram o curso e mudou-se a mais elevada ao longo dos próximos 12 meses em nove desses casos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Na segunda-feira, os futuros sobre o S & P 500 que termina em dezembro subiu 1,4 por cento às 10h20, em Londres, depois que o FBI disse Hillary Clinton não cometeu um crime na sua manipulação de e-mails como secretária de Estado.

Nada mostra a falta de fiabilidade do primeiro dia que sinaliza mais do que as derrotas que acompanharam vitórias por Obama, cuja eleição em meio à crise financeira de 2008 precedeu uma queda de dois dias em que mais de US $ 2 trilhões em valor global de ações foi apagado. Não foi muito melhor em 2012, quando o dia da eleição foi seguido por uma queda de dois dias que aumentou para 3,6 por cento no S & P 500, (no momento a pior queda em um ano).

 

A maioria dos investidores lutam para processar o significado de um novo presidente logo após o dia da eleição, ou infundir o vencedor com maior influência do que eles têm.

"Algumas pessoas provavelmente vão reagir de forma exagerada, e haverá outros investidores tentando adivinhar o que esses investidores estão fazendo", ... "Existe uma saliência de eventos de curta duração, particularmente os maus acontecimentos, que levam as pessoas a reagir à informação de curto prazo."

 

Os resultados sugerem que as diferenças políticas entre as partes são refletidas totalmente nos preços das ações no momento em que um candidato toma posse oficialmente.

 

Deixar as emoções governar as decisões de investimento é uma tentação que se deve resistir, ( lembre da votação Brexit em 24 de junho).

 

Os mercados poderiam vender se Trump ganha, como vimos com Brexit, mas também vimos como os mercados recuperaram pois há tantas outras coisas que estão indo bem e começando a "virar a esquina."

 

 

Isso não significa que tudo vai ser lindo para os investidores em ações. volatilidade das acções em novembro de anos de eleição presidencial tem sido historicamente de 22 por cento acima da média para todos os meses.

 

BCP: Operação de Reagrupamento de Acções 

 

Conforme anunciado no passado dia 28 de Setembro, o Banco Comercial Português, S.A. ("BCP" ou "Emitente") vai proceder a um reagrupamento, sem redução do capital social, das acções representativas do seu capital social mediante a aplicação de um quociente de reagrupamento de 1:75, sendo o reagrupamento aplicável a todas as acções, na mesma proporção.

 

1 (uma) nova acção por cada 75 (setenta e cinco) acções detidas antes do reagrupamento.

 

O reagrupamento de acções BCP será efectuado após a sessão de bolsa do dia 21 de Outubro, após a qual serão canceladas todas as ordens vivas. Assim, no dia 24 de Outubro terá início a negociação em bolsa das acções BCP com as quantidades ajustadas pelo efeito do reagrupamento.

 

 

Se do processo de reagrupamento não resultar a atribuição de um número inteiro de novas acções, e atenta a impossibilidade de serem entregues fracções de acções, o número de novas acções a entregar será arredondado por defeito para o número inteiro mais próximo, tendo o titular da correspondente fracção de acção direito a receber a contrapartida, em numerário, de 0,0257 EUR por cada acção BCP que não tenha sido possível reagrupar. 

 

BCE - Decisões de política monetária

 

 

20 de outubro de 2016

Na reunião de hoje, o Conselho do BCE decidiu que a taxa de juro das operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis ​​à facilidade permanente de cedência e de depósito permanecerão sem alterações em 0.00%, 0,25% e -0,40%, respectivamente. O Conselho do BCE continua a esperar que as taxas de juro directoras do BCE a permanecer nos níveis atuais ou mais baixas por um período prolongado de tempo, e bem além do horizonte das compras de ativos líquidos.

No que se refere as medidas de política monetária não convencionais, o Conselho do BCE confirma que as compras de ativos mensais de € 80 mil milhões se destinam a funcionar até ao final de 2017 de março, ou além, se necessário, e em qualquer caso até que ele vê um ajustamento sustentado no trajetória da inflação consistente com o seu objectivo de inflação.

O Presidente do BCE exporá as razões que determinaram estas decisões numa conferência de imprensa a partir das 14:30 CET de hoje.

 

 

Banco Central Europeu

Direcção-Geral de Comunicações 

Sonnemannstrasse 20, 60314 Frankfurt am Main, Alemanha 

Tel .: +49 69 1344 7455, E-mail: media@ecb.europa.eu

Website: www.ecb.europa.eu

 

A reprodução é permitida desde que a fonte seja citada.

 

Accor: Apertado intervalo alvo de REX de 2016.

Accor, a margem da publicação na terça-feira de volume de negócios, publicou para o terceiro trimestre anunciando como meta um lucro operacional de entre 670 e 690 milhões de euros no final de 2016, contra a de 670-720000000 planejada desde o final de julho . 

"França e Bélgica são os principais pontos de vigilância, com a França um declínio particularmente acentuado na demanda no terceiro trimestre, durante o qual o peso da clientela de lazer é tradicionalmente mais altos", disse o gigante hotel, cuja as receitas foram de US $ 1,54 bilhões no terceiro trimestre, um aumento de 3% conforme relatado e 1,8% a câmbio constante em relação ao mesmo período do ano passado. 

"Hotelinvest "viu suas vendas subir 24,2% e 6,7% no escopo constante e troca de 442 milhões de euros. Ela foi particularmente apoiada pela integração da rede de hotéis FRHI (Fairmont Raffles Hotels International), o que contribuiu € 145 milhões para um total de receitas e deve continuar a gerar bom desempenho no quarto trimestre, com base em forte actividade especialmente na América e Ásia-Pacífico. 

"O desenvolvimento continua rapidamente, com a abertura de cerca de 28.000 quartos orgânica desde o início do ano, um aumento de 18% a partir de 2015 e a perspectiva de crescimento recorde em 2016 ", disse Accor, cuja actividade" HotelServices "por outro lado, viu sua queda de vendas de 3,7% conforme relatado e 0,1% like for like troca constante cerca de 1,25 bilhões de euros. 

O grupo também recebeu um crescimento recorde no terceiro trimestre, com a abertura de 51,391 quartos, dos quais 116 hotéis e 43,195 quartos relacionadas com a integração do grupo FRHI. 

 

" Novamente este trimestre, Accorhotels alcança um desempenho sólido. Eles são ainda mais notáveis vistas que a situação francesa foi particularmente ruim durante o verão depois dos ataques. Com a integração do Fairmont, Raffles e Swissôtel durante o trimestre, o grupo tornou-se um dos hotéis de luxo mais importantes do mundo. Nossas marcas são atraentes, nosso desenvolvimento é dinâmico e nossa estratégia de gestão activa da carteira imobiliária Hotelinvest continua a dar frutos ", comentou Sébastien Bazin, CEO da Accor. 

 

A Semana

 

Terminada uma semana marcada pelas reuniões dos Bancos Centrais, os mercados bolsistas mundiais parecem ter entrado numa nova fase. Neste novo capítulo, os Bancos Centrais continuarão a desempenhar um papel importante, mas terão que partilhá-lo com o petróleo e com a intensificação da campanha eleitoral nos EUA.

Nos próximos dias, serão diversos os membros da FED  que irão expressar a sua opinião em relação à conjuntura económica e ao futuro da política monetária, de forma a aferir a real probabilidade de uma subida das taxas de juro em Dezembro. Actualmente, os mercados monetários colocam essa probabilidade nos 54%.

No passado, a maioria das subidas das taxas de juro por parte da FED foram precedidas por probabilidade superiores a 70%.

Um outro ponto que os investidores quererão aferir é o grau de divisão dentro da FED. Como referimos, esta reunião foi inédita pelo facto de 3 dos seus membros terem dissentido da decisão tomada pelo comité executivo. De todas as intervenções (que são elencadas na agenda da semana) a mais relevante é a presença semestral de Janet Yellen no Congresso na 4ª feira e posteriormente numa videoconferência num fórum organizado pela FED de Kansas.

Embora tenham sido as decisões da FED e do Banco do Japão a criar uma envolvente benéfica aos activos de risco, o bom desempenho do petróleo foi um dos catalisadores do rally pós-reunião do Banco Central. Hoje inicia-se em Argel a conferência da Agência Internacional de Energia, que se prolongará até 4ª feira.

Paralelamente, realiza-se uma reunião informal da OPEP, na qual deverá ser debatida a possibilidade de um congelamento da produção. A expectativa que esta proposta se possa materializar (em paralelo com a decisão da FED) tem sido um dos impulsionadores da cotação do crude.

Desde o início deste mês que diversos membros do cartel enveredaram por uma hábil retórica, de forma a criar expectativas de um hipotético congelamento da produção do cartel, uma decisão que se estenderia à Rússia.

Todavia, as probabilidades de um acordo são menores do que as antecipadas na semana passada pelos investidores. Em primeiro lugar, o Irão e a Nigéria ainda estão longe de produzir na sua capacidade máxima. O Irão já afirmou que não iria participar no congelamento da produção num momento em que está a tentar repor os níveis de extracção anteriores à imposição de sanções pela comunidade internacional. Em segundo lugar, a Arábia Saudita afirmou, por diversas vezes, que só iria aderir a este tipo de iniciativa se o Irão participasse. Em terceiro lugar convém reter que esta reunião é informal e que um possível acordo terá que ser confirmado na próxima reunião oficial (30 de Novembro) ou numa reunião extraordinária antes dessa data. O problema é que no período que separa um hipotético acordo de uma sua celebração, as intenções e as estratégias dos diversos países membros podem alterar-se.

Mas mesmo que seja alcançado um acordo no seio da OPEP e deste organismo com a Rússia, o congelamento não alterava a oferta de petróleo que continua a ser abundante. De facto, a maioria dos países da OPEP estão a produzir na sua capacidade máxima, com a excepção do Irão e da Nigéria. Por seu lado, a Rússia atingiu o seu nível máximo na era pós-soviética. Assim sendo, mesmo que seja celebrado um acordo a oferta de petróleo deverá superar a procura.

Hoje irá realizar-se o primeiro debate  para as eleições presidenciais  que  irão decorrer no dia 8 de Novembro. A partir desta data, a campanha eleitoral irá ganhar um peso crescente na conjuntura dos mercados accionistas. Nas próximas semanas serão conhecidas as medidas económicas dos dois candidatos. Geralmente, são realizados três debates televisivos, que constituem um elemento importante na definição das intenções de voto. Considerando que, de acordo com diversas sondagens, os indecisos são cerca de 20% (contra os 12% aquando das eleições de 2012), os debates televisivos assumem uma importância ainda maior. O debate dura 90 minutos, realiza-se em Hempstead (NY) e segundo alguns analistas deverá ser assistido por mais dos 46.2 milhões de telespectadores registados em 2012 entre Barack Obama e Mitt Romney. Os temas deste primeiro debate serão “Alcançar a Prosperidade” e “Garantir a Segurança”.

Actualmente, o consenso em Wall Street aponta para uma vitória de Hillary Clinton e para um controlo republicano da Câmara dos Representantes. Todavia, as eleições presidenciais realizam-se a 8 de Novembro, pelo que é provável que as expectativas dos investidores sofram alterações até essa data.

Um tema que não tem merecido a atenção dos mercados é o facto de na 6ª feira terminar o prazo para o Congresso aprovar uma série de medidas orçamentais que evitem um shutdown igual ao observado em 2013. Em Setembro termina o ano fiscal do Estado Americano e devido às divergências entre os dois partidos não é possível aprovar um Orçamento de Estado como um todo. O subterfúgio encontrado nos últimos anos é a adopção de algumas medidas orçamentais que permitam que o sistema público continue a operar nas suas funções básicas. Em 2013, não foi encontrado um acordo para a introdução dessas medidas e uma parte significativa do aparelho público esteve encerrado durante 16 dias, não tendo os respectivos funcionários recebido o salário. A parálise de uma parte do sistema público penaliza uma série de empresas que dependem do investimento e da despesa pública, para além da incerteza que lança sobre a conjuntura económica. 

 

Jefferies corta avaliação dos CTT em 36% 

 

02/09/2016 

 

O banco de investimento explica que a redução da avaliação dos CTT está relacionada essencialmente com o facto de ter deixado de contabilizar um prémio face ao sector e de ter mudado o modelo de avaliação.

 

Assim, o preço-alvo passou de 11,0 euros para 7,0 euros, um corte de 36,36%. Face à actual cotação (6,518 euros), a nova avaliação ainda confere às acções um potencial de subida de 7,39 euros. A recomendação foi também reduzida de "comprar"para "manter".

 

A casa de investimento destaca que o "momentum" dos resultados está "a abrandar, o que já não justifica o prémio face ao sector". O Jefferies reviu as previsões para os CTT tendo "cortado a estimativa de resultados por acções em 10%-20%", revela numa nota de análise a que o Negócios teve acesso.

 

O analista David Kerstens, que assina a nota, salienta que foi ainda "cortado a recomendação de ‘comprar’ para ‘manter’, com a redução do preço-alvo para 7,0 euros", tendo em consideração "a avaliação do sector postal europeu."

 

A Jefferies reviu em baixa a estimativa de resultados para este ano "em 10% para 0,48 euros por acção." Esta previsão representa uma quebra de 11% dos lucros por acção (EPS, na sigla em inglês) dos CTT face ao ano passado, período em que o EPS foi de 0,54 euros.

 

Os resultados do primeiro semestre dos CTT têm pressionado as acções e levado a que vários analistas se demonstrassem menos optimistas para a cotada. Os resultados foram revelados a 4 de Agosto, tendo sido reportado uma queda de 19% dos lucros para 31,7 milhões de euros. O Banco CTT impactou o resultado em 10,2 milhões de euros.

 

A Jefferies decidiu rever também as suas estimativas para 2017 em 15% para 0,46 euros por acção. Para 2018, a previsão é de os lucros aumentem em 8% para 0,50 euros, o que representa uma redução de 20% face à anterior estimativa. O banco de investimento prevê que seja em 2018 que o Banco CTT atinja o "break-even".

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. Alertamos para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

Queixa-se que os depósitos não pagam juros? Na Alemanha, já há bancos a cobrar 

 

12/08/2016 

 

Imagine-se na Baviera. Cinquenta quilómetros abaixo de Munique, ali bem perto da fronteira com a Áustria. Não é rico mas tem algum dinheiro. Além de parte de uma floresta, ali perto do lago Tegernsee, tem dinheiro disperso por vários bancos. Um deles chama-se Raiffeisen Gmund am Tegernsee. A sua conta, neste banco mutualista, ascende a 400 mil euros. Fique a saber que vai ter de pagar para deixar lá o dinheiro.

 

O banco mutualista (uma cooperativa, na prática) é uma instituição financeira de pequena dimensão numa pequena cidade que foi notícia no Financial Times e na Bloomberg: a partir de 1 de Setembro, vai começar a cobrar uma "taxa de custódia" de 0,4% sobre os depósitos acima de 100 mil euros. Há 140 clientes visados com um total de 40 milhões de euros em depósitos. Culpado? Mario Draghi.

 

O Banco Central Europeu impôs uma taxa de depósitos de -0,4%, o dinheiro que cobra aos bancos que queiram ter dinheiro estacionado em Frankfurt. Ou seja, os bancos não têm uma remuneração por colocar o dinheiro no BCE. Em vez disso, pagam pela segurança de ter ali o dinheiro parqueado (o objectivo da autoridade monetária é obrigar a que os bancos coloquem no sistema, dando crédito às empresas e famílias).

 

Se o Raiffeisen Gmund am Tegernsee tem de pagar para ter dinheiro no BCE, também quem tem aí o seu dinheiro vai ter de desembolsar. "Se os nossos clientes institucionais já têm uma taxa negativa há algum tempo, por que não fazemos o mesmo aos nossos clientes particulares com grandes contas?". A pergunta foi deixada à agência de informação financeira Bloomberg pelo administrador Josef Paul. "Estamos apenas a passar os custos que o BCE nos colocou", havia dito antes ao FT. Os custos impostos ao sector financeiro - muitos estrangulados pela queda da margem financeira, sem forma de captar poupanças e sem capacidade para cobrar taxas elevadas nos créditos - chegaram às famílias.

 

Há, para já, uma garantia por parte de Josef Paul: os titulares de contas abaixo de 100 mil euros não vão ter uma remuneração negativa. Dos 140 visados, explicou, alguns já reagiram – mudaram o dinheiro para outros bancos ou para outros activos.

 

Não é novo que os bancos já cobram taxas aos clientes institucionais, como outros bancos e grandes empresas. Mas estes dois bancos são o exemplo da chegada desta taxa ao retalho, a clientes particulares. O Financial Times lembra que em 2014, já com Mario Draghi a cortar nas remunerações dos depósitos no BCE, o Deutsche Skatbank (este mais perto de Dresden e da fronteira com a República Checa) decidiu começar a cobrar aos maiores clientes particulares, com contas acima de 500 mil euros.

 

 

Segundo a Bloomberg, que cita um comunicado oficial do presidente da associação germânica de bancos Michael Kemmer, não se espera um movimento à escala nacional de taxas negativas nos depósitos das famílias: "a concorrência entre os bancos e as caixas de poupanças na Alemanha é demasiado forte". "Cada banco é que decide se e como cobra por depósitos". 

 

 

A semana do Brexit ao minuto 

 

23 de Junho

Chega finalmente o dia das decisões. 23 de Junho, uma quinta-feira. Foi a data escolhida por David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, para a realização do referendo sobre a permanência britânica na União Europeia (UE). Foi também um longo dia, com votações até às 22:00 de Londres (mesma hora em Lisboa). 

 

Era um dia importante. Bruxelas, mercados e pessoas por todo o mundo atentos aos desenvolvimentos de uma data que poderia ditar o afastamento da ilha face ao continente. Boris Johnson, conservador e um dos rostos da campanha pelo "leave", admitia que o referendo é mais importante do que o seu próprio futuro político. Bolsa e libra britânica estavam em forte alta perante a recuperação evidenciada pelo "remain" nas intenções de voto.

Até às 12:00 saíram duas sondagens que coincidiam ao atribuir a vitória ao Bremain no referendo. Nigel Farage, líder do UKIP e figura dos apoiantes do Brexit, garante que a possibilidade de vitória do "leave" é "muito sólida". A chanceler alemã, Angela Merkel, vai avisando que em caso de Brexit é fundamental que a UE assegure uma resposta una, a 27.

 

Às 22:00 fecham as urnas e é divulgada a primeira sondagem após o fecho das urnas que atribui a vitória ao "remain" com 52% contra 48% do "leave". Farage reage numa declaração que se assemelha a um assumir de derrota. A libra dispara.

24 de Junho

Madrugada fora Reino Unido e Londres não dormem. Contam-se os votos. Às 02:00 da madrugada de sexta-feira o "in" continua à frente do "out", dando razão às sondagens. Em Sheffield vence o "leave" e dá-se a reviravolta. O Brexit já lidera. A libra afunda 8%.

 

Às 04:00 é conhecida uma nova sondagem da Sky News, que aponta para a vitória do Brexit. Farage assume no Twitter que já sonha com a vitória. Antes das 04:30 Farage surge perante as câmaras radiante e faz discurso de vitória. Poucos minutos depois das 06:00 é oficial: Brexit vence e UE confronta-se com a saída da sua segunda maior economia.

 

Multiplicam-se as reacções, com pedidos de referendo em França, Itália, Holanda, Suécia e Finlândia. A UE reage a várias vozes e nem sempre de forma consentânea. David Cameron assume derrota e anuncia a demissão da chefia do Governo para Outubro. Jeremy Corbyn, líder trabalhista, garante que não se demite.

 

O BCE dá garantias de liquidez para enfrentar situações de emergência. Fed e Banco de Inglaterra fazem o mesmo. Nos mercados as tendências são duas: Bolsas em forte queda e juros da dívida dos países periféricos em alta. A Escócia pede segundo referendo sobre a independência do país em relação ao Reino Unido. Edimburgo quer continuar na UE.

 

Fim-de-semana (25 e 26 de Junho)

Chega ao fim-de-semana mas nem por isso as réplicas do terramoto Brexit deixam de se fazer sentir. Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos seis fundadores da UE (Alemanha, França, Itália e Benelux) reúnem-se de emergência. Paris e Berlim pedem saída rápida do Reino Unido para diminuir a incerteza decorrente do Brexit.

 

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, garante que o Brexit "não é um divórcio amigável". Bruxelas continua a responder a várias vozes e em tons dissonantes. Director de campanha do "leave" pede calma no processo de saída do Reino Unido da UE. Angela Merkel tenta moderar opiniões e defende que o Brexit não pode concretizar-se nem num curto período de tempo, nem num prazo demasiado alargado.

 

Alexis Tsipras, primeiro-ministro grego, culpa as lideranças europeias pelo resultado no referendo britânico. Depois de conversarem ao telefone, Merkel e François Hollande, acordam sobre a "necessidade de iniciativas a favor da Europa e de agir rapidamente em relação a prioridades concretas". O Papa Francisco mostra-se preocupado e alerta para risco de balcanização europeia. Conservadores liderados por Mariano Rajoy vencem eleições espanholas, com os analistas a considerarem que o Brexit beneficiou o ainda primeiro-ministro espanhol. 

 

27 de Junho

 

Partido Trabalhista permanece em ebulição, com vários membros a apresentarem a demissão para forçar Jeremy Corbyn, líder do partido, a fazer o mesmo. Mantém-se uma grande turbulência nos mercados. O sector financeiro europeu recua para mínimos de quatro anos. Libra cai para mínimo de 31 anos. Comissão Europeia pede a Londres para invocar "o mais rápido possível" o artigo 50 do tratado de Lisboa.

 

Contracorrente, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, diz que o Brexit é uma "grande oportunidade" para a Europa mudar de rumo. Merkel quer aposta na segurança e emprego. Afinal Cameron abandona o Governo e a liderança dos "tories" em Setembro, e avisa que não será ele a invocar o artigo 50. Hollande responde e pede divórcio rápido. Agência de rating S&P retira nível máximo ao Reino Unido. Depois de se reunirem, Roma, Paris e Berlim anunciam um "novo impulso" para a UE.

28 de Junho

 

Juncker aceita mal o resultado do referendo e, no Parlamento Europeu, pergunta a Farage o que está ali a fazer. George Osborne, ministro britânico das Finanças, antecipa aumento de imposto e corte na despesa pública já em 2016. Antecipando instabilidade, Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra, confirma que a autoridade monetária injectou 3,1 mil milhões de libras (3,7 mil milhões de euros) no sistema bancário numa operação extraordinária de financiamento. Bolsas, libra e também o petróleo iniciam recuperação após dois dias de fortes quedas.

 

O presidente norte-americano, Barack Obama, pede calma e avisa para consequências perniciosas da histeria em torno do Brexit. Já o primeiro-ministro português, António Costa, quer que a Europa trate das causas que levaram a este resultado no referendo britânico. Renzi e Merkel coincidem: Londres não pode apenas ficar com as "coisas boas" do mercado único, tem de aceitar também a liberdade de circulação de pessoas.

 

Sucedem-se os candidatos à sucessão de Cameron na liderança dos conservadores. Paralelamente cresce a contestação a Jeremy Corbyn no seio dos trabalhistas, com o líder do Labour a perder por larga margem a moção de desconfiança apresentada pelo grupo parlamentar do partido. Mesmo assim, Corbyn afiança que não se demite.

 

No seu último Conselho Europeu, Cameron defende que "temos de demorar algum tempo" para assegurar que o Brexit acontece sem sobressaltos. Juncker insiste na ideia contrária, o Reino Unido deve sair rapidamente da União. E Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, pede que Londres diga com clareza o passo que pretende dar a seguir.

 

29 de Junho

Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia, salienta a determinação escocesa em permanecer como país-membro do bloco europeu. Juncker defende que a Escócia ganhou o direito a ser ouvida em Bruxelas. No final do segundo dia do Conselho Europeu, pela primeira vez a 27, já sem Cameron, Angela Merkel anuncia que os Estados-membros decidiram não avançar com alterações aos tratados.

 

E Donald Tusk regressa ao aviso de que o Reino Unido não pode esperar poder beneficiar de um mercado único "à la carte". Em Londres, Cameron defende relação próxima com Bruxelas e admite que a imigração continuará a ser uma questão complexa. Temendo o reforço do independentismo em Espanha, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, avisa "se o Reino Unido sai, a Escócia sai também". Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças, mostra receio em relação a eventual efeito dominó na UE provocado pelo Brexit.

 

30 de Junho

 

O FMI alerta para impacto do Brexit na economia alemã e Obama diz que esse evento "vai congelar as possibilidades de investimento na Europa". Theresa May, candidata à liderança dos conservadores, diz-se a melhor pessoa para assumir nesta altura a chefia do Governo britânico.

 

Apesar da recuperação verificada nos mercados a partir de terça-feira, o investidor norte-americano George Soros considera que o Brexit "desencadeou" uma crise nos mercados idêntica àquela que se seguiu à crise financeira em 2007 e 2008. O Fundo Monetário Internacional (FMI) nota que a incerteza provocada pelo Brexit prejudica o crescimento económico da Europa. S&P corta o rating da União Europeia.

 

Boris Johnson, ex-mayor londrino, anuncia que afinal não é candidato à sucessão de Cameron. São cinco os candidatos confirmados à sucessão: Theresa May, Stephen Crabb, Liam Fox, Michael Gove e Andrea Leadsom. Já nos trabalhistas, Angela Eagle, apontada como provável candidata contra Corbyn pela liderança trabalhista, adia a decisão.

 

1 de Julho

 

O ex-primeiro-ministro Tony Blair, segundo refere o Telegraph, oferece-se para mediar processo negocial da saída do Reino Unido. Os trabalhistas avisam que vão defender junto de Bruxelas a permanência no mercado livre. Contudo, John McDonnell assegura "o livre movimento de trabalhadores e pessoas vai chegar ao fim".

 

 

Afinal o Reino Unido não deverá conseguir deixar de ter défice orçamental antes de 2020, avisa o ministro George Osborne. A easyJet pede licença noutro país para continuar a operar na Europa. Presidente do Bundesbank volta a opor-se às políticas de expansão monetária do BCE e mostra-se contra novas medidas de estímulo à Zona Euro. As bolsas europeias fecham a semana em terreno positivo e com ganhos acumulados nas últimas quatro sessões. O índice de referência britânico (Footsie) valorizou mais de 1% para máximos de 14 de Agosto do ano passado.

 

Fecho dos Mercados: Brexit dá perdas às bolsas e ganhos ao dólar e à dívida alemã 

 

14/06/2016 

 

Os mercados em números

PSI-20 desceu 2,32% para 4.463,46 pontos

Stoxx 600 cedeu 1,92% para 320,53 pontos

 

"Yield" 10 anos de Portugal sobe 16,7 pontos base para 3,388%

Euro desce 0,73% para 1,1210 dólares

Petróleo cai 1,41% para 49,64 dólares por barril em Londres

 

Bolsas caem pela quinta sessão

As bolsas europeias viveram mais um dia de perdas. O Stoxx Europe 600 desceu 1,92%, a quinta sessão consecutiva de quedas. Neste período, o índice que agrupa as 600 cotadas mais representativas do Velho Continente cedeu mais de 7%, com os investidores a fugirem do risco. A pesar no sentimento do mercado estão as maiores probabilidades dos britânicos optarem pela saída da União Europeia. Os investidores aguardam ainda os desfechos das reuniões desta semana da Reserva Federal dos EUA e do Banco de Inglaterra. 

Com tantos receios, esta terça-feira nenhum dos 19 sectores do Stoxx 600 escapou à "maré vermelha". Apenas o índice das cotadas do sector de bebidas e alimentação evitou uma queda superior a 1%. Desceu 0,89%. Já as cotadas do sector mineiro tiveram o pior desempenho do dia, ao cederem 3,48% numa sessão marcada pela queda generalizada dos preços das matérias-primas. As petrolíferas e a banca cederam mais de 2% esta terça-feira. 

O PSI-20 também não escapou, cedendo 2,32% para 4.463,46 pontos, com 13 cotadas em queda, quatro em alta e uma sem variação. Nas últimas três sessões o índice caiu sempre mais de 2% e renovou mínimos de 11 de Fevereiro.

Juros alemães abaixo de zero. Taxa portuguesa sobe

Num cenário de aversão ao risco, os investidores seguiram o guião dos activos-refúgio à letra. Procuraram abrigo na dívida alemã, o que ajudou a levar a taxa germânica a dez anos a transaccionar, pela primeira vez, abaixo de 0%. Negoceia em -0,028%. Já as taxas das obrigações de países encarados de maior risco, como é o caso de Portugal, tiveram destino inverso. A "yield" portuguesa a dez anos aumentou 16,7 pontos base para 3,388%.

Esta diferença de desempenhos levou a um agravamento do prémio de risco da dívida nacional. Os investidores exigem mais 339 pontos base para deterem títulos portugueses a dez anos em vez de obrigações germânicas com a mesma maturidade, o diferencial mais elevado desde Fevereiro. 

Euribor a três meses sai de mínimos

A Euribor a três meses subiu 0,1 pontos base saindo de mínimos históricos. O indexante passou de -0,263%, registado na segunda-feira, para -0,262% esta terça-feira, segundo dados da Bloomberg. Nos prazos mais curtos, a Euribor ficou inalterada, com o indexante a um mês a manter-se em -0,353%. 

 

Dólar acelera, libra afunda

A nota verde valorizou face às principais divisas mundiais. O índice da Bloomberg que mede o desempenho do dólar face a outras dez grandes divisas sobe 0,52% para 94,854 pontos, beneficiado pela procura por refúgio por parte dos investidores numa sessão marcada pelas sondagens a indicarem uma vitória dos defensores do Brexit e pela expectativa em torno das reuniões de bancos centrais como a Reserva Federal dos EUA.

"Os investidores continuam a descartar activos mais arriscados e a beneficiar os tradicionais portos de abrigo. As moedas com maior beta [que têm maior volatilidade] estão a descer em relação ao dólar", disse Omer Esiner, analista da Commonwealth Foreign Exchange, à Bloomberg. 

Do lado contrário está a libra. A divisa britânica continua a ser afectada pelos receios do Brexit e perde 0,98% face à nota verde, transaccionando em 1,413 dólares, o valor mais baixo dos últimos dois meses. 

Petróleo abaixo de 50 dólares apesar de relatório da AIE

Numa sessão marcada pela aversão ao risco, o petróleo também não foi poupado. O Brent desce 1,41% para 49,64 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 1,13% para 48,33 dólares. Isto apesar do relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) ter indicado que haverá um maior equilíbrio entre a oferta e a procura no próximo ano. A instituição argumenta que a procura está a crescer a um ritmo mais rápido que a produção.

"O facto de o mercado ter caído após o relatório optimista da AIE mostra o quão forte é a aversão ao risco", referiu Bob Yawger, director da divisão de futuros da Mizuho Securities, à Bloomberg.

Ouro alivia ganhos

A subida do dólar travou a cotação da maior parte das matérias-primas e o ouro não foi excepção. O metal amarelo desliza 0,10% para 1.282,63 dólares, aliviando dos ganhos das últimas sessões. Apesar do deslize desta terça-feira, o ouro valoriza mais de 20% desde o início do ano. E, apesar do recuo desta sessão, os analistas prevêem mais subidas caso o Brexit se materialize. O ABN Amro, por exemplo, estima que a onça possa atingir os 1.350 dólares caso os britânicos optem pela saída da União Europeia. 

 

Destaques do dia

Caos será inevitável nos primeiros dias depois de Brexit. Os britânicos vão às urnas votar se ficam ou se abandonam a União Europeia. E, se o resultado da votação for a favor da saída, os primeiros 100 dias serão de caos e de tentativa de limitação de danos, de acordo com a Bloomberg.

Bancos portugueses mais dependentes do BCE pelo segundo mês. Mario Draghi continua a conceder mais liquidez aos bancos portugueses. Em Maio, o financiamento obtido junto de Frankfurt pela banca portuguesa aumentou pelo segundo mês. Está em 25,3 mil milhões, longe do máximo da troika.

Costa diz que "grande parte das dúvidas" de Bruxelas sobre CGD foram "ultrapassadas". O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que as negociações com a Comissão Europeia para a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos estão praticamente concluídas, e as dúvidas que existiam terão sido ultrapassadas.

Carlos Costa alerta para risco de "bancos zombie" na Europa. O governador do Banco de Portugal diz que é necessário encontrar uma solução para o crédito malparado dos bancos. Caso contrário, não terão capacidade para aumentar o crédito mesmo que sejam solventes.

Emprego cresce na Europa mas estagna em Portugal. Nos primeiros três meses do ano, Portugal não apresentou criação líquida de emprego, com os postos de trabalho a manterem-se em linha com os do último trimestre de 2015. Na Europa e na Zona Euro, a criação de emprego aumentou 0,3%.

AIE antecipa maior equilíbrio no mercado petrolífero em 2017. A AIE identifica um crescimento do consumo mais robusto e cortes "inesperados" na produção, que estão a reduzir o excesso de oferta de crude no mercado. A agência prevê um maior equilíbrio no mercado no próximo ano.

FMI alerta China para aumento do crédito e endividamento. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje para os riscos na economia chinesa, a segunda maior do mundo, devido ao rápido aumento do crédito e endividamento, que tornam o seu "futuro incerto" a médio prazo.    

 

O que vai acontecer amanhã

Portugal

O Banco de Portugal divulga o relatório dos sistemas de pagamentos, relativo a 2015

O INE publica dados sobre a actividade turística, relativos a Abril

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, apresenta-se na Comissão de Inquérito ao caso Banif

Espanha

A Inditex divulga os resultados relativos ao primeiro trimestre

Zona Euro

São publicados os dados da balança comercial, relativos a Abril 

EUA

Divulgação do índice de preços na produção, relativo a 15.06.201614:15

Dados da produção industrial, relativos a Maio 

 

Conclusão da reunião do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) da Reserva Federal dos EUA

 

Acções do BCP afastadas do MSCI Global 

01/06/2016 

 

 

O Banco Comercial Português (BCP) foi retirado do principal índice de acções globais. No âmbito da revisão semestral, a MSCI afastou os títulos do banco português do "MSCI Global", relegando as acções para o índice das pequenas capitalizações onde entrou também a Corticeira Amorim. A Pharol também foi despromovida, passando a estar no índice destinado às micro capitalizações.

A decisão da MSCI foi revelada a 12 de Maio, de acordo com o site. Contudo, só produziu efeitos nesta primeira sessão de Junho, sendo 31 de Maio o último dia em que os títulos do banco liderado por Nuno Amado figuraram no índice de referência global da MSCI, o "MSCI Global". Na última sessão neste índice, o BCP perdeu 2,78%, mas mais relevante foi o volume de acções transaccionadas: 2,05 mil milhões de títulos (dos 59 mil milhões que estão dispersos em bolsa).

A tendência de queda do BCP mantém-se nesta primeira sessão de Junho. "É preciso não esquecer que a saída do título dos índices da MSCI teve também implicações, nomeadamente em termos do volume de acções transaccionadas na sessão de 31 de Maio", refere Albino Oliveira. Os títulos foram despromovidos deste índice global, o que terá levado a muitos gestores de fundos a ajustarem as suas carteiras, despejando acções do banco.

O BCP foi relegado do "MSCI Global" para o "MSCI Small Cap", o índice para empresas de pequena capitalização. A entrada neste índice foi feita em conjunto com a Corticeira Amorim, que se estreou neste cabaz numa revisão em que a MSCI excluiu uma cotada portuguesa: a Pharol. A empresa que tem uma posição de mais de 25% da Oi passou a estar representada no "MSCI Micro Cap", para cotadas com capitalizações muito reduzidas.

 

Além da Pharol, nesta revisão semestral, para o "MSCI Micro Cap" entrou também a Impresa, de acordo com a informação da MSCI. Ao mesmo tempo assistiu-se à saída de outra cotada da bolsa nacional deste índice para empresas com capitalizações muito reduzidas. A SDC Investimentos foi excluída.

 

 

BCE põe fim à nota de 500 euros 

 

 

Com morte há muito esperada, o Banco Central Europeu (BCE) veio agora pôr um ponto final no tema. A produção e emissão de notas de 500 euros serão interrompidas no final de 2018, mas a instituição monetária salienta que continuará a ter valor. O objectivo é lutar contra a contrafacção, muito particular na nota de 500 euros.

O Conselho do BCE "decidiu interromper permanentemente a produção da nota de 500 euros e excluí-la da série Europa", revela num comunicado emitido esta quarta-feira, 4 de Maio. A decisão foi tomada numa reunião realizada esta quarta-feira, 4 de Maio, com a instituição monetária a esclarecer que "a emissão será interrompida em torno do final de 2018, altura para a qual está prevista a introdução das notas de 100 e 200 euros da série Europa".

 

Esta decisão tem em conta "os receios de que esta nota possa facilitar actividades ilícitas", explica o BCE. No entanto, salienta que "poderá continuar a ser usada como meio de pagamento e de reserva de valor". Além disso, conclui, as notas de 500 euros poderão também ser trocadas junto de qualquer banco central da Zona Euro.

 

Caixa BI desce Corticeira Amorim para 'Reduce', sobe 'fair value' para 6 euros

06/04/2016

LISBOA, 6 Abr (Reuters) - O Caixa Banco de Investimento
referiu, numa nota de 'equity research', que:

** Reviu em alta o 'fair value' da Corticeira Amorim
CORA.LS para 6 euros por acção, de 4,65 euros antes, após ter
incorporado os resultados de 2015 em que a empresa teve lucros e
EBITDA recorde, mas cortou a recomendação para 'Reduce' de
'Neutral'.
** "Revimos as estimativas e avaliação da Corticeira Amorim
de acordo com a última informação financeira publicada. A
empresa tem beneficiado da evolução favorável do câmbio
euro/dólar, mas também tem crescido organicamente, atingindo uma
rentabilidade mais elevada que o estimado anteriormente",
explicou.
** Adianta que "as estimativas revistas traduziram-se num
novo 'fair value' de 6 euros por acção, incluindo um desconto de
liquidez de 10 pct, para o fim de 2016, o que nos leva a
apresentar uma recomendação 'Reduce', segundo a nossa matriz de
recomendações".
** O lucro líquido da Corticeira Amorim aumentou 53,9 pct
para a 55,012 milhões de euros (ME) em 2015, passando a fasquia
dos 50 ME pela primeira vez, apoiado no aumento das vendas de
7,9 pct para os 604,8 ME e do EBITDA de 16,1 pct para 100,7 ME,
o valor mais alto de sempre. urn:newsml:reuters.com:*:nL8N15X1G5
** Negociaram-se 4.460 acções da Corticeira a descerem 0,58
pct para 6,72 euros, contrariando a subida de 0,28 pct do índice
accionista de referência PSI20 .PSI20 .

Nota: Esta Recomendação de Investimento foi distribuída aos
clientes do Caixa BI a 6 de Abril de 2016.
O leitor deve consultar este documento de research
integralmente, nomeadamente quanto ao 'disclaimer',
solicitando-o à casa de investimento que o elaborou.

 

Soc Generale corta Galp para 'Sell', não beneficia subida petróleo esperada 2º Sem'16

21/03/2016

LISBOA, 21 Mar (Reuters) - O Societe Generale referiu, numa nota de research, que:

** Desceu a recomendação da Galp Energia GALP.LS para 'Sell', de 'Hold', realçando que o perfil defensivo da petrolífera portuguesa vai impedi-la de tirar partido da subida do preço no petróleo prevista para a segunda metade deste ano.

** "Consideramos que o perfil defensivo da Galp deverá penalizar o preço da acção, num ambiente de subida do preço do petróleo que esperamos comece no segundo semestre de 2016", referiu o SocGen.
** "A nossa avaliação de 'Sell' é baseada num horizonte de 12 meses com uma recuperação dos preços do Brent em direcção aos 60 dólares por barril", frisou.
** Na semana passada, a 'oil & gas' portuguesa reviu em baixa o plano de investimento em 15 pct nos próximos cinco anos, dados os preços baixos do crude, cortou as estimativas de EBITDA e vai abandonar a partir de 2017 a política de aumentar o dividendo por acção em 20 pct ao ano. Na apresentação do 'Capital Markets Day' (CMD) em Londres, a Galp confirmou que vai ainda aplicar essa política em 2016, mas
adiantou que o "plano de negócios assume um dividendo de 0,50 euros por acção 'flat' a partir de 2017.
** "Mantemos o preço-alvo de 10,6 euros. Descemos o nosso rating para Sell", acrescentou.
** Negociaram-se 300 mil acções da Galp a descerem 1,18 pct para 11,275 euros, contrariando a subida de 0,46 pct do índice accionista de referência .PSI20 .

Nota: Esta Recomendação de Investimento foi distribuída aos clientes do SocGen a 21 de Março de 2016. O leitor deve consultar este documento de research integralmente, nomeadamente quanto ao 'disclaimer', solicitando-o à casa de investimento que o elaborou.

 

Queda da libra puxa pelas acções europeias

22/02/2016

As acções europeias estão a valorizar mais de 1% esta segunda-feira, impulsionadas pelos ganhos dos títulos britânicos. A queda da libra, acentuada após o "mayor" de Londres confirmar que vai fazer campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia, está a puxar pelas cotadas do Footsie.
O Stoxx 600, o índice europeu que reúne as 600 maiores cotadas do Velho Continente, segue a valorizar 1,32% para 330,67 pontos, prolongando o ganho de 4,47% na semana passada – o maior avanço semanal desde Outubro. O sector das mineiras lidera os ganhos, com destaque para as subidas superiores a 5% da Anglo American, BHP e Rio Tinto, cotadas no Footsie 100. A recuperação dos preços da matéria-prima, associada à queda da libra face às restantes divisas, estão a motivar uma valorização de 7,55% da Anglo American para 469,60 pences. A BHP avança 5,69% para 774,10 pences e a Rio Tinto ganha 5,31%. Assim, o índice londrino sobe 1,18%, após duas sessões em queda.
Boris Johnson anunciou que vai fazer campanha pelo Brexit, pressionando a libra. "Vou defender o voto para a saída do Reino Unido da União Europeia no referendo. Não queria ir contra David Cameron mas quero um acordo melhor para as pessoas deste país", afirmou este Domingo o "mayor" de Londres. Boris Johnson junta-se, assim, a cinco membros do Executivo de David Cameron que logo após o Conselho Europeu se demarcaram do acordo alcançado em Bruxelas e anunciaram que vão fazer campanha a favor da saída do Reino Unido da União Europeia. Após uma breve recuperação, a moeda segue agora a cair 1,60% para 1,4176 dólares, a maior perda em doze meses. Perde 1,17% para 1,2791 euros.
Tal como a bolsa londrina, as restantes praças europeias de referência registam ganhos superiores a 1%. O espanhol Ibex-35 lidera os ganhos, com uma valorização de 1,84%, seguido pelo francês CAC-40, que sobe 1,80%. Em Lisboa, o PSI-20 valoriza 1,46%, impulsionado pela Jerónimo Martins e EDP.

 

Banca sofre maior queda desde 2011 e arrasta bolsas europeias 

 

11/02/2016 

 

Foi alívio de pouca duração. As bolsas europeias voltam a afundar no início da sessão desta quinta-feira, após a recuperação conseguida na quarta-feira. O índice europeu Stoxx 600 perde 3,84%, com o sector da banca a ter o pior comportamento. Tomba 6,18%, a maior queda diária desde Novembro de 2011.

"A recuperação foi de curta duração e as condições financeiras são substancialmente menos favoráveis do que há uns meses, quando o Banco Central Europeu (BCE) fez o último alívio de política monetária", consideraram os analistas do RBC Capital Markets, numa nota de investimento.

A banca volta a concentrar os receios dos investidores. Se no início da semana as preocupações se centraram sobretudo no Deutsche Bank, esta quinta-feira é a vez do Société Générale ser um dos mais penalizados. As acções do banco francês perdem 12,86%, após os resultados terem desapontado os analistas. Mas o banco alemão também não escapa ao regresso do cepticismo. Perde 7,20%, apagando grande parte da recuperação de quarta-feira. Outro dos gigantes da banca europeia e que também tem estado sob pressão, o Credit Suisse, cede 7,81%.

Entre os mais penalizados estão ainda bancos gregos e italianos. Os helénicos Eurobank Ergasias e Alpha Bank derrocam 13,73% e 7,76%, respectivamente. Já os italianos UBI Banca, Mediobanca e Banco Popolare sofrem perdas entre 7,15% e 11,6%. Os sectores bancários dos dois países têm estado sob pressão para se reestruturarem e lidarem com os níveis elevados de malparado.

 

No PSI-20, os títulos da banca também são os mais penalizados. O BCP e o BPI perdem mais de 4%. O índice nacional cede mais de 3%. 

 

 

Fecho dos mercados: Bolsas afundam, juros disparam e investidores procuram refúgio 

 

08/02/2016 

 

Os mercados em números

PSI-20 desceu 2,80% para 4.771,34 pontos

Stoxx 600 cedeu 3,54% para 314,36 pontos

S&P 500 desvaloriza 2,21% para 1.838,45 pontos

"Yield 10 anos de Portugal subiu 25,1 pontos base para 3,384%

Euro sobe 0,12% para 1,1172 dólares

Petróleo cai 1,50% para 33,55 dólares por barril em Londres

 

Bolsas europeias com quedas entre 2% e 4%

A primeira sessão da semana trouxe perdas significativas para as principais bolsas do Velho Continente que oscilaram entre os 2% e os 4%. A excepção foi o índice grego que desceu mais de 10% para mínimos de 1990. As bolsas da Europa atingiram os valores mais baixos em mais de um ano, num dia em que se acentuaram os receios dos investidores em torno do desempenho da economia mundial. O índice de referência da Europa, o Stoxx 600, caiu 3,54% para 314,36 pontos. Num dia de quedas generalizadas o sector financeiro registou as quedas mais acentuadas.

 

O mercado português não escapou à tendência negativa e o PSI-20 cedeu 2,80% para 4.771,34 pontos, completando cinco sessões consecutivas em queda.  Num dia em que 16 das 17 cotadas do índice de referência fecharam em "terreno" negativo, a Altri, a Teixeira Duarte e a Nos protagonizaram as quedas mais acentuadas. A empresa de pasta e papel caiu 7,11% para os 3,242 euros, enquanto a construtora perdeu 5,54% para os 0,273 euros e a dona da TV Cabo desvalorizou 5,52% para os 5,934 euros. Na banca, o BCP depreciou 1,32% para os 0,373 euros e o BPI desceu 0,98% para os 1,009 euros.

 

Juros a 10 anos registam maior subida em oito meses

O maior pessimismo dos investidores não se fez sentir apenas nos mercados accionistas. Os investidores exigiram juros mais elevados para apostar na dívida dos países do sul da Europa. No caso português, as "yields" subiram em todos os prazos e, na maturidade de referência, a dez anos, registaram mesmo a maior subida em oito meses. Os juros subiram 25,1 pontos base para 3,384%, máximos de Outubro de 2014. Com a queda dos juros da dívida alemã, diferencial face à dívida portuguesa atingiu os 316,6 pontos, tendo superado os 300 pontos base pela primeira vez desde Março de 2014.

 

Euribor renovam mínimos históricos em "terreno" negativo

As taxas Euribor voltaram a desvalorizar, atingindo os valores mais baixos de sempre. A taxa a três meses, em valores negativos desde Abril do ano passado, caiu para -0,169%. Já a taxa a seis meses, indexante utilizado em mais de metade dos créditos à habitação em Portugal, recuou para -0,107%, um novo mínimo histórico. A taxa a 12 meses, que passou a situar-se abaixo de 0% pela primeira vez na sexta-feira, recuou para -0,005%, o valor mais baixo de sempre.

 

Iene em máximos de um ano

Com o aumento da turbulência nos mercados financeiros, à custa dos receios em torno do rumo da economia mundial, cresceu a procura por activos percepcionados como mais seguros. É o caso do iene que, depois de na semana passada ter vivido a melhor semana desde 2009, negoceia em máximos de um ano face ao dólar, esta segunda-feira. A divisa está a valorizar contra todas as 16 moedas mais negociadas. O iene avança 0,95% para 0,008640 dólares, depois de ter já estado a subir mais de 1%.  

 

Petróleo em queda pelo terceiro dia

Os preços do petróleo estão a cair em ambos os mercados de referência, esta segunda-feira, seguindo o desempenho negativo dos mercados accionistas. Além disso, o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, revelou em comunicado que desenvolveu um encontro com o congénere venezuelano, este domingo, em Riyadh, não tendo sido referidos os passos a seguir para equilibrar a oferta no mercado. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) cede 2,01% para os 30,27 dólares por barril, enquanto em Londres, o Brent, que serve de referência às importações portuguesas, deprecia 1,50% para 33,55 dólares por barril.   

 

Ouro em máximos de sete meses

A procura por segurança beneficia o ouro. O metal precioso é um dos activos procurados pelos investidores em períodos de maior instabilidade nos mercados financeiros como o actual que está a ser marcado pelos receios em torno da economia mundial e pela forte queda dos preços das matérias-primas. Com os mercados accionistas em forte queda e os juros da dívida soberana em alta nos países da periferia da Zona Euro, o ouro está a ganhar terreno e negoceia nos valores mais elevados em sete meses. O ouro segue a valorizar 1,64% para os 1.192,62 dólares por onça, completando sete dias de ganhos.

 

Destaques do dia 

Juros a dez anos registam maior subida em oito meses. Numa sessão marcada pelo regresso da turbulência aos mercados de dívida, as obrigações portuguesas são das que mais sofrem. Os juros da dívida a 10 anos registam a maior subida em oito meses, enquanto o prémio de risco supera os 300 pontos base pela primeira vez desde Março de 2014.

 

PSOE quer negociar défice com Bruxelas e propõe "choque" para o emprego. O líder socialista espanhol retoma esta segunda-feira conversações com os outros partidos com base num programa com medidas à esquerda e ao centro. Pedro Sánchez espera conseguir formar Governo até ao final do mês.

 

Obama pede 1,6 mil milhões ao Congresso para combater zika. O fundo de emergência, se aprovado, irá financiar medidas de apoio sanitário nos EUA e de combate ao zika nos países mais afectados pelo vírus.

 

Volkswagen tem planos "generosos" para compensar clientes americanos. Quem o garante é o porta-voz de um fundo de compensações. Na Europa, o grupo automóvel já fez saber que não existirá este tipo de soluções porque a lei não obriga a tal.

 

Risco de Portugal face à Alemanha no valor mais alto desde Março de 2014. As taxas das obrigações portuguesas, italianas e espanholas disparam, com a instabilidade das bolsas a propagar-se aos mercados de dívida.

 

Apollo fica com Açoreana Seguros. O fundo norte-americano Apollo vai ficar com a Açoreana, de acordo com um comunicado da Autoridade de Supervisão de Seguros. Há pré-acordo para a compra e para a capitalização da seguradora de que o Banif era accionista.

 

O que explica a inesperada força do euro? Maus dados nos EUA, diz o Natixis. A divergência entre as políticas monetárias dos EUA e da Zona Euro fazia antever uma fraqueza do euro. Mas só na última semana, a moeda única ganhou mais de 3% face à "nota verde".

 

 

Galp lucra 639 milhões se excluído o efeito do "stock". No conjunto de 2015, os lucros ajustados da petrolífera nacional atingiram 639 milhões de euros, mais 71,5% que no ano anterior. A rentabilidade, medida pelo EBITDA, também subiu. Ficou nos 1,5 mil milhões.

 

O que vai acontecer amanhã

Matérias-primas. Arranca, esta terça-feira, em Londres, a semana internacional do petróleo. Um evento que surge numa altura em que os preços do "ouro negro" negoceiam em mínimos de 12 anos.

 

 

Alemanha. Na maior economia da Zona Euro, serão conhecidos os dados relativos à evolução da balança comercial e da produção industrial, em Dezembro. Quanto ao último indicador, os economistas estimam que a produção industrial tenha aumentado 0,5%, depois de ter recuado 0,3% no mês anterior. 

 

Chrysler Fiat, Renault e Peugeot 

Chrysler Fiat, Renault e Peugeot são esperadas para ver os seus lucros a aumentar este ano, graças à recuperação da demanda de automóveis na Europa, adverte Moodys Investors Service. 

Além do Velho Continente, os fabricantes de automóveis europeus devem usufruir apetite geral para SUVs na China e os Estados Unidos contra o pano de fundo de fracos preços do petróleo, diz a agência de classificação."A melhora nas vendas na Europa e no lançamento de novos modelos permitirá Fiat, Renault e Peugeot para impulsionar os seus resultados em 2016", previu Yasmina Serghini, o analista encarregado do carro em Moody. Entre estas marcas é Jeep - gama 4x4 Fiat Chrysler - que deverá se beneficiar mais da crescente procura de SUVs na China e os EUA, diz o analista. Renault deve enviar seu lado para defender a sua posição de mercado na Europa após três anos de contínuos ganhos de participação de mercado, em especial a favor da renovação de um terço do seu alcance até o final do ano. 

Em relação a Peugeot, a Moody espera uma melhoria da rentabilidade do grupo em linha com seus pares, mesmo que o grupo deve fazer novos lançamentos significativos até o terceiro trimestre do ano.

 

A Moody do exibe uma "B1" combinado com uma visão positiva da FCA, uma nota "Ba1" com outlook "positivo" na Renault e uma nota "Ba3" com perspectiva "positiva" na Peugeot. 

 

Salário mínimo sobe para 530 euros sem acordo de patrões e sindicatos 

21/12/2015 

O salário mínimo vai subir em Janeiro para 530 euros brutos por mês, anunciou esta segunda-feira, 21 de Dezembro, João Machado, presidente da CAP, à saída de uma reunião de concertação social.
Nem patrões nem sindicatos chegaram a acordo com o Governo, salientou João Machado. A CGTP explicou que esteve contra o desconto de 0,75 pontos na TSU que o Governo oferecia às empresas abrangidas e os patrões indicaram que não aceitariam um acordo que não incluísse todos os parceiros sociais.
 
Actualmente, o salário mínimo é de 505 euros brutos. O valor esteve congelado durante três anos e meio, durante o programa de ajustamento, nos 485 euros brutos, e subiu para 505 euros no final de 2014, num acordo entre o governo de Passos Coelho, a UGT e os patrões. Na altura, a CGTP ficou de fora.
 
Na semana passada, a meio das negociações, o Governo prometeu prolongar o desconto de 0,75 euros na TSU a cargo das empresas abrangidas por este aumento, mas a CGTP manifestou-se contra o apoio, tal como já tinha feito no passado.
 

 

Vencedores Passatempos

Veja aqui o vencedores de nossos passatempos

Iphone 6

Xian Yi Hong  -  NIF 215.XXX.431 - Vila Nova de Famalicão

Galaxy S-6

Augusto M.J. Oliveira - NIF 187.XXX.462 - Oliveira de Frades

 

Parabéns aos vencedores..!!

Continue a Participar....Já está em andamento mais um passatempo....O próximo poderá ser você..

 

Fed sobe juros pela primeira em quase uma década 

16/12/2015 

A Reserva Federal dos EUA (Fed) anunciou esta quarta-feira, 16 de Dezembro, uma subida da taxa de juro de referência. Passa do intervalo entre 0% e 0,25% para 0,25% e 0,5%. A decisão já era largamente aguardada pelos investidores e marca a primeira subida dos juros nos EUA em quase uma década.
A 29 de Junho de 2006, a Fed subiu os juros de 5,00% para 5,25%. Ben Bernanke acabara de se estrear como presidente da instituição monetária e, 15 meses depois, anunciava um corte para 4,75%. Desde então, foi sempre a descer até ao actual mínimo histórico, imposto em Dezembro de 2008. A crise financeira acabava de explodir. A economia mundial afundou de tal forma que a taxa de juro manteve-se nesse nível durante sete anos depois.
Mas agora o Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla anglo-saxónica) decidiu pôr um ponto final na última grande medida expansionista que ainda subsiste do tempo da crise financeira. A taxa de juro de referência passa agora a fixar-se entre 0,25% e 0,5%. Esta era já a expectativa de 72 dos 73 economistas inquiridos pela Bloomberg.

 

Comentário de Fecho 

02/12/2015 
 

Ficheiro__bandeira_portug
Portugal PSI20 5386 (0.68%) Banco BPI 1.1580 (1.76%) Pharol 0.3230 (-1.22%) 

O mercado português terminou com ganhos em torno dos 0.70%, favorecido pelo comportamento das acções da Galp e da Jerónimo Martins. 

A petrolífera subiu 0.67%, apesar do preço do petróleo ter recuado, enquanto que a retalhista ganhou 1.47% para os 13.0950 €. 

Os títulos do BPI subiram 1.76% para os 1.1580 €, mas os do BCP encerraram inalterados. 

A EDP desceu 0.10% e a EDP Renováveis subiu 0.71% para os 6.7130 €. 

Por sua vez, as acções dos CTT avançaram 0.97%, prolongando os ganhos das últimas sessões. 

As acções da Sonae Capital subiram 4.23%, depois do Caixa BI ter elevado a avaliação da empresa de 0.45 € para 0.57 €, após rever em alta as estimativas para a empresa, devido às tendências positivas apresentadas nas últimas apresentações de resultados. 

Ficheiro__bandeira_ue 
Europa DJEUROStoxx50 3469 (-0.37%) IBEX35 10342 (-0.36%) DAX 11188 (-0.65%) CAC 4905 (-0.18%) 

 

As bolsas europeias terminaram em diferentes direcções, com o sentimento dominado pela expectativa em relação à actuação do BCE na reunião de amanhã. 

Em termos de indicadores económicos, o Eurostat revelou que os preços na Zona Euro subiram apenas 0.10% no mês passado, aquém das estimativas de 0.20%. Se excluirmos os bens mais voláteis, a chamada inflação core, recuou dos 1.10% para os 0.90%, também abaixo das previsões de 1.10%. Estes dados acabaram por exacerbar as expectativas de que o BCE irá implementar mais medidas de estímulo à economia como o objectivo da inflação se aproximar do nível traçado pelo BCE (2%). 
A reunião do BCE está agendada para amanhã e constitui, sem dúvida, um dos eventos fulcrais da semana. 

Na frente empresarial, o sector farmacêutico e as empresas relacionadas com turismo e lazer apresentaram uma overperformance. 

A Roche subiu 1.52%, depois do Citigroup ter elevado a recomendação da farmacêutica de «neutral» para «comprar». 

No sector automóvel, a Volkswagen caiu mais de 2%, depois da agência Standard&Poor’s ter reduzido a notação financeira da empresa para BBB- (3 níveis apenas do patamar que separa o rating de investimento do de junk). Segunda esta agência, os danos na reputação deverão afectar as receitas e por consequência a tesouraria da empresa, que deverá suportar igualmente os custos de processos legais que poderão ser instaurados à empresa. 

Por outro lado, foi comunicado que nos EUA durante o mês de Novembro foram vendidas 18.9 milhões de viaturas (número anualizado) mais do que as 18.5 milhões estimadas. As vendas da General Motors cresceram 1.50%, as da Ford 0.30%, as da Fiat Chrysler 3%, enquanto que a das Volkswagen caíram 16%. Em Itália, as vendas de automóveis cresceram 23.47% no mesmo mês. 

Ficheiro__bandeira_eua
Wall Street S&P 2097 (-0.24%) Nasdaq100 4727 (0.24%) Dow Jones 17857 (-0.17%) 

O mercado norte-americano abriu em ligeira baixa, com os investidores focados nas intervenções dos membros da FED e nos dados macroeconómicos divulgados. 

O Dólar valorizou-se face a outras divisas internacionais, depois das palavras do Presidente da FED de Atlanta e do indicador sobre o mercado laboral. 

O relatório ADP do emprego revelou que durante o mês de Novembro foram criados 217 000 postos de trabalho no sector privado (vs 190 000 estimados), o maior aumento dos últimos cinco meses, sendo que o número relativo ao mês de Outubro também foi revisto em alta dos 182 000 para os 196 000. 
Agora, os investidores aguardam pela publicação do relatório do emprego agendada para a próxima 6ª feira, não obstante a correlação dos dois indicadores ser pouco elevada. 

Por outro lado, o presidente da FED de Atlanta, Dennis Lockhart mostrou-se, favorável a uma subida das taxas directoras este mês, a menos que sejam divulgados dados que mudem "drasticamente" as projecções económicas. Com a economia do país a crescer e a inflação reduzida devido a factores temporários, o argumento para elevar os juros americanos neste mês parece sólido, afirmou Dennis Lockhart. 

Entretanto, a Presidente da Reserva Federal, Janet Yellen, discursa esta tarde no Economic Club of Washington, palavras que serão certamente acompanhas pelos investidores. 

Relativamente a movimentos empresariais, o destaque vai para as acções da Yahoo que se valorizavam-se cerca de 7%, após terem surgido rumores que poderá vender a sua unidade de internet.

 

Jerónimo Martins com resultados sólidos 3ro Tri'15, dá dividendo extra

06/11/2015

LISBOA, 6 Nov (Reuters) - A Jerónimo Martins (JM) JMT.LS
reportou um sólido conjunto de resultados no terceiro trimestre
de 2015, melhor do que as expectativas em toda a linha, e
surpreendeu com uma proposta de um dividendo extra, levando as
acções a disparar 4,8 pct.
O lucro atribuível da número dois do retalho em Portugal e
líder no alimentar polaco, teve uma subida homóloga de 12 pct
para 103 milhões de euros (ME) no terceiro trimestre de 2015,
com um forte crescimento das vendas, apesar da deflação
alimentar na Polónia.
As vendas do trimestre subiram, em termos homólogos, 7,6 pct
para 3.531 ME e o EBITDA - Earnings before Interests, Taxes,
Depreciation and Amortization - cresceu 8,9 pct para 224 ME. Uma
Poll de 10 analistas apontava para um lucro médio de 100 ME, um
EBITDA de 222 ME, vendas de 3.513 ME. ID:nL8N1306CJ
"Performance sólida em toda a linha. Os resultados superaram
o consenso do mercado e as tendências subjacentes na Polónia
continuam a dar suporte. O lucro por acção deverá continuar a
acelerar nos próximos trimestres. Mantemos uma postura positiva
em relação ao título", refere o BPI.
O Barclays realça o "sólido conjunto de números na Polónia,
onde a Biederonka reportou um aumento das vendas like-for-like,
superior ao esperado, de 3,5 pct, representando a melhor
performance desde o terceiro trimestre de 2013".
"Apesar do grupo ter admitido que beneficiou de uma base de
comparação favorável, esta sólida performance foi novamente
impulsionada pelo forte crescimento do volume, que mais do que
compensou a deflação alimentar", vincou o Barclays, que subiu o
preço-alvo da JM em 5 pct para 10,5 euros.
A Biendroka tem introduzido um maior sortido de produtos e
diferenciado as lojas, especialmente nas áreas urbanas, para
aumentar o volume de vendas, combater a deflação alimentar e a
pressão na rentabilidade.
"Devido ao forte crescimento dos volumes e a execução
rigorosa do plano, antecipa-se que (em 2015) a margem EBITDA da
Biedronka esteja acima do nível mínimo estabelecido de 6,5 pct
das vendas," vincou a JM no comunicado de resultados.
A importante métrica de rentabilidade, medida pela margem
EBITDA, teve um aumento homólogo de 10 pontos base para 6,4 pct
para o Grupo, no terceiro trimestre, enquanto a margem da polaca
Biedronka cresceu para 7,1 pct, de 7,0 pct no trimestre
homólogo.
"A JM divulgou um conjunto de resultados globalmente
positivo, com uma evolução significativa ao nível das vendas.
Esse desempenho foi suportado pela evolução acima do estimado
das vendas LfL em todas as principais unidades de negócio,
confirmando a tendência positiva já evidenciada no segundo
trimestre", referiu o Caixa Banco de Investimento.
Entende que "a continuação da evolução positiva ao nível das
vendas nos próximos trimestres, face à recuperação do índice de
preços na Polónia e ao programa de reforço de vendas
implementado na Biedronka, deverá dar um suporte adicional à
rentabilidade da empresa".
"Subimos as estimativas de lucro por acção para 2015-17 em
cerca de dois pct e o preço-alvo para 14,5 euros por acção, de
14 euros antes", destacou, por sua vez, o Natixis.
DIVIDENDO SURPREENDE
A retalhista anunciou ainda que "perante a solidez do
balanço e o 'cash flow' gerado no período (nove meses de 2015),
o Conselho de Administração vai solicitar a realização de uma
reunião extraordinária da Assembleia Geral de Accionistas para
aprovar o pagamento em 2015 de 236 ME de reservas livres".
Adiantou que este montante inclui os dividendos que seriam
pagos em 2016 e equivale ao valor bruto de 0,375 euros por
acção.
"Esperamos que as acções abram em alta hoje devido ao
dividendo e ao sólido like-for-like da Biedronka", sublinhou o
Haitong, que tem uma recomendação de 'Neutral' e um fair value
de 13,10 euros para a JM.
"Antecipávamos um dividendo por acção de cerca de 0,262
euros correspondente a um montante total de 165 ME, pelo que o
anúncio efetuado supera em cerca de 71 ME esse cenário", vincou
o Caixa BI.
As acções da Jerónimo Martins sobem 2,6 pct, contrariando a
queda de 0,1 pct do índice de referência nacional, PSI20
.PSI20 .

Comentário de Fecho 

08/10/2015 
 

Ficheiro__bandeira_portug
Portugal PSI20 5495 (-0.03%) Altri 3.9300 (1.63%) Teixeira Duarte 0.4640 (-2.93%) 

Depois de várias sessões de ganhos, a bolsa portuguesa fechou com uma ligeira perda, fruto de alguma realização de mais-valias e em linha com a performance das bolsas europeias. 

Na banca, o BCP recuou 1.80%, enquanto que o BPI avançou 1.60%. 

A Galp e a EDP Renováveis perderam terreno, após a notícia de que a EDP Renováveis adquiriu a um consórcio detido em partes iguais pela Galp e pela Martifer (Ventinveste) cinco sociedades titulares de licenças e direitos de interconexão à rede para capacidade de produção eólica por um montante de 17 M.€. 
A EDP Renováveis e a Galp realçam que a concretização desta operação está dependente da aprovação por parte das autoridades administrativas e de concorrência competentes. 

A Jerónimo Martins impediu perdas superiores do PSI20, já que se valorizou 0.59% para os 12.6850 €. 

A Pharol desceu 1.09% para os 0.3620 €, um dia depois de ter ganho mais de 20%, fruto do anúncio do programa de recompra de acções anunciado e de algumas notícias (não confirmadas) provenientes do Brasil. 

Ficheiro__bandeira_ue 
Europa DJEUROStoxx50 3227 (0.02%) IBEX35 10182 (0.12%) DAX 9997 (0.27%) CAC 4675 (0.18%) 

 

A realização de mais-valias subsequente aos ganhos registados nos últimos dias, bem como a desvalorização das acções do Deutsche Bank condicionaram os mercados europeus na sessão de hoje. 

De facto, nem o comportamento positivo dos fabricantes de automóveis foi capaz de manter os ganhos que as bolsas do velho continente registaram nas sessões mais recentes. O sector subiu cerca de 0.80%, com o retorno de uma maior confiança após o escândalo protagonizado pela Volkswagen. 

Em Frankfurt, a sessão iniciou-se desde logo com a notícia dada ontem à noite sobre o Deutsche Bank. A instituição informou o mercado que deverá ter registado no 3º trimestre uma perda recorde (antes de impostos) de 6200 M.€. Este prejuízo é explicado pela reavaliação contabilística de diversas unidades do banco e pela constituição de provisões para cobertura dos custos legais dos processos jurídicos em que o banco está envolvido. O comunicado refere ainda a possibilidade de o banco não distribuir dividendos relativos a 2015. 
As acções do banco caíram 1.83%. 

Por outro lado, a economia germânica continua a dar alguns sinais preocupantes. Em Agosto, as exportações alemãs caíram 5.20% (em resultado da incerteza na China e outros mercados emergentes). As importações (que são uma amostra da procura interna) recuaram 3.10%. 

O sector bancário na Suíça também captou as atenções, depois da notícia do Financial Times de que o novo CEO do Credit Suisse, Tidjane Thiam, vai anunciar brevemente um aumento de capital num montante "substancial". 

Ficheiro__bandeira_eua
Wall Street S&P 1993 (-0.10%) Nasdaq100 4294 (-0.91%) Dow Jones 16933 (0.13%) 

A bolsa portuguesa negociava em baixa, com os investidores na expectativa da publicação dos resultados da Alcoa e das minutas da última reunião da FED. 

As notícias em termos de indicadores económicos foram boas, mas o mercado não reagiu de forma relevante. O número de pedidos semanais de subsídio de desemprego diminuiu 13 000 para 263 000, o nível mínimo desde meados de Julho. Entretanto, a média das últimas 4 semanas, um indicador que suaviza os efeitos da sazonalidade, diminuiu em 3000 para os 267 500. 

A Alcoa irá divulgar os seus resultados após o fecho da sessão, com os analistas a apontarem para um EPS de 0.15 USD.

 

Actividade económica da Zona Euro abranda em Setembro 

05/10/2015 

O PMI, que mede a actividade económica, registou uma leitura de 53,6 pontos, em Setembro, menos do que a primeira leitura (53,9 pontos) e menos do que o valor registado em Agosto (53,4 pontos), revelam os dados divulgados esta segunda-feira, 5 de Outubro, pela Markit.
 
Os valores acima de 50 pontos base indicam expansão, pelo que os dados hoje divulgados apontam para que a actividade económica da região do euro continue a crescer, ainda que a um ritmo mais moderado. Esta foi mesmo o crescimento mais lento dos últimos quatro meses.
 
A contribuir para esta evolução esteve "um ganho sólido da produção e novas encomendas, que apoiaram a criação de mais postos de trabalho", pode ler-se na nota divulgada.
 
Por países, só França registou um crescimento mais acentuado, verificando a melhor leitura do indicador dos últimos três meses. Irlanda, Espanha, Alemanha e Itália também registaram melhorias económicas, mas com ritmos mais lentos. 

 

Noruega baixa taxa de juro para mínimo histórico e admite novos cortes

24/09/2015

"As perspectivas de crescimento da economia norueguesa abrandaram e prevemos que a inflação caia ainda mais." Estes foram os factores apresentados pelo governador do banco central da Noruega para voltar a reduzir a taxa de juro de referência do país. Pela segunda vez em quatro meses, o Norges Bank reduziu o valor do dinheiro para tentar salvar uma economia, fortemente, afectada pela queda dos preços do petróleo. O PIB do país caiu 0,1% no segundo do trimestre e o desemprego atingiu o nível mais elevado desde 2006 após o despedimento de 20 mil pessoas no sector petrolífero. O Norges Bank decidiu, assim, reduzir a taxa de juro em 25 pontos base para o mínimo histórico de 0,75% e deixou em aberto a possibilidade de novos cortes.  (fonte bpi)

 

Semana actual –  Incerteza.

Esta será a marca da semana e provavelmente a característica das próximas semanas. Nos últimos dias, as dúvidas em relação à economia global  (já intensificadas pelo atribulado mês de Agosto) e ao futuro da política monetária nos EUA começaram a dominar o sentimento dos investidores. Na nossa opinião, este engrandecimento das incertezas teve a sua origem na decisão da FED e, mais concretamente, no comunicado e conferência de imprensa de Janet Yellen.
A este propósito o comunicado e a posterior conferência de imprensa de Janet Yellen não trouxeram qualquer indício sobre o possível timing do primeiro aumento das taxas directoras nem sobre o ritmo do processo de normalização da política monetária. A maioria dos membros da FED (13 em 17) espera que tal momento ocorra em 2015 mas o mercado monetário estima que só em 2016 é que o Banco Central irá subir as taxas de juro. Mas uma decisão neste sentido, que é tudo menos certa, coloca uma questão prática. Até ao final de 2015 só restam duas reuniões, a de Outubro e a de Dezembro. A FED pode aumentar as taxas em qualquer destes dois momentos mas a reunião de Outubro não tem agendada qualquer conferência com a imprensa.  Irá a FED optar por esse mês sem ter posteriormente a possibilidade de esclarecer os agentes económicos..?
Mas porventura, o principal contributo do Banco Central para aumentar a incerteza foi o facto de ter uma terceira variável na condução da política monetária.  Antes da reunião, a evolução do emprego e da inflação eram as principais condicionantes da política monetária. Após a reunião da passada 5ª feira surgiu uma terceira: a condição da economia global. No comunicado da reunião, a FED deu uma particular ênfase ao estado da economia global que se deteriorou nos últimos dois meses em virtude da instabilidade da economia da China e da fraqueza de várias economias emergentes.  Agora, os investidores para tentarem antecipar os futuros passos da FED (tarefa bastante árdua com apenas duas variáveis) terão que acompanhar a evolução das economias emergentes e em especial a chinesa. Adicionalmente, esta referência à economia global também aumentou os receios já existentes dos investidores em relação à sua fraqueza.
Como referiu o Governador do Banco Central da Coreia (um país bastante dependente da economia americana não só pelo facto de ser um dos destino das suas exportações mas também porque os bancos coreanos são financiados, em parte, por instituições americanas), o comunicado da FED constitui uma mudança significativa e que irá complicar ulteriormente a actuação dos investidores. O economista-chefe do banco italiano Unicredit, Erik Nielsen escreveu, com alguma pertinência, que hoje em dia a relação FED – investidores tornou-se circular: não só a FED influencia os investidores como os investidores através das suas decisões influenciam o Banco Central.
Alguns membros de Bancos Centrais de países emergentes, como o de Peru, tinha expressado na véspera da reunião a sua preferência por um aumento das taxas de juro americanas. Embora reconhecendo o impacto negativo que iria ter nos seus activos financeiros, o Governador do Banco Central do Peru defendia que uma tal decisão retiraria da actual conjuntura muita incerteza.
Em resultado da decisão da FED, não só a incerteza não se dissipou como o impacto negativo nas divisas dos mercados emergentes foram semelhantes aos que teriam sido sentidos se a FED tivesse aumentado as taxas de juro.
Durante esta semana, os investidores irão tentar recolher mais informação sobre este intrigante “puzzle” através das participações de Janet Yellen  (5ª feira) e de outros membros da FED ao longo desta. Como só a Presidente da FED se pode expressar em nome do Banco Central, a intervenção de Janet Yellen na Universidade de Massachusetts será mais relevante. Os demais membros da FED irão falar em nome individual mas deverão dar uma indicação do grau de coesão ou de divergência no seio do Banco Central.
A visita do Presidente Chinês  aos EUA, que se inicia amanhã, também será acompanhada pela comunidade financeira. O epicentro da recente turbulência nos mercados financeiros (que exacerbou os problemas já existentes em outros países) foi a China. A incerteza em relação ao grau de desaceleração da sua economia assim como a forte queda das bolsas de Xangai e Shenzhen causaram uma forte instabilidade a nível mundial e foi uma das razões apontadas pela FED para justificar a manutenção das taxas de juro. Apesar de os economistas e os investidores não esperarem das declarações do Presidente Chinês grandes surpresas, eles irão tentar encontrar nas entre linhas qual o grau de preocupação das autoridades chinesas e que possíveis medidas poderão ser ainda tomadas.
Para além das intervenções dos membros da FED e da visita do Presidente Chinês aos EUA, os investidores continuarão a acompanhar o comportamento dos mercados financeiros dos países emergentes  e particularmente das suas divisas. As crises financeiras dos mercados emergentes ensinam que em momentos de elevado nervosismo e uma grande incerteza basta qualquer evento negativo (mesmo de pequenas dimensões) para gerar uma espiral de vendas e uma saída generalizada dos investidores globais.
A bolsa nacional  continuará a ser dominada pela envolvente externa. Na 6ª feira, a Fitch irá pronunciar-se sobre o rating da dívida nacional. Esta agência a Fitch mantém a notação da dívida da República no último patamar de “investimento especulativo” ou junk, com um outlook positivo.

 

Semana actual – “Don’t fight the FED !”

“Don’t fight the FED !” Este é um dos mais antigos aforismos em Wall Street, que aconselha os investidores a não subestimarem a influência nos mercados accionistas.
A reunião desta semana poderá constituir um marco de viragem na política monetária da FED, pelo que constituirá o tema central dos próximos dias.
Antes de abordarmos este tema, convém sublinhar que mesmo neste contexto os investidores continuarão a monitorizar os mercados emergentes, que ultimamente têm sido condicionados pela desaceleração económica na China, a queda da cotação das matérias-primas, a desvalorização das suas moedas face ao Dólar e a possível subida das taxas de juro nos EUA. A História ensina que a situação delicada nos mercados emergentes podem precipitar-se rapidamente perante um evento adverso. Como temos vindo a salientar, a FED depara-se com um dilema. Por um lado, a economia continua a dar sinais de aceleração (aproximando-se do seu crescimento de longo prazo de equilíbrio). Mas por outro lado, a economia global (em especial a China e os mercados emergentes) enfrentam diversos riscos, que têm sido engrandecidos pela turbulência dos mercados financeiros chineses.
De forma a poder ser feita uma análise comparativa mais fácil iremos elencar os factores a favor de uma subida das taxas de juro e as razões para um adiamento dessa decisão.


Factores que apontam para uma subida das taxas de juro:
1. A maioria dos indicadores económicos apontam para uma aceleração da economia, devendo o PIB crescer entre os 2.50% e os 3% em 2015 (de facto a FED deverá aumentar as suas projecções para este ano, actualmente ancoradas entre os 2.30% e os 2.70%.
2. O mercado laboral registou notáveis progressos desde Junho. A taxa de desemprego desceu de 5.30% para os 5.10% (o mínimo desde Abril 2008). Com a excepção da observação de Agosto (que provavelmente será revista em alta), a economia americana tem gerado mensalmente mais de 200 mil empregos no último ano. Nos mais recentes meses, em virtude da melhorai do mercado laboral, o ritmo do aumento dos salários intensificou-se (+2.20% em termos anuais).
3. Uma subida actual de 0.25% na reunião de 5ª feira tornaria o processo de normalização das taxas de juro mais suave, devendo gerar menos volatilidade nos mercados financeiros. Um adiamento do incremento das taxas de juro para reuniões futuras poderia forçar a FED a acelerar este processo de forma a recuperar o “tempo perdido”, causando um maior impacto na economia real e nos mercados financeiros.
4. A FED tem vindo a preparar os investidores para uma subida das taxas de juro, descrevendo as condições necessárias para esse efeito. Se a FED adiar o timing dessa decisão, a sua reputação entre os investidores poderá ser abalada, podendo comprometer a credibilidade de futuros indícios que o Banco central fornecerá no futuro.

Factores favoráveis a um adiamento de um incremento das taxas directoras: 
1. Desde a reunião de Junho, a aproximação da inflação ao nível desejado de 2% tornou-se mais incerto. A FED sempre declarou que a inflação teria que tender para níveis mais normais antes de subir as taxas de juro. Nos últimos dois meses, a valorização do Dólar, a manutenção do preço do petróleo em níveis baixos e o abrandamento da economia global tiveram um impacto negativo na inflação, condicionando a sua tendência de normalização.
2. Os efeitos da economia chinesa na economia global ainda são incertos. Como é conhecido, a economia da China tem sofrido um forte abrandamento mas a magnitude desta contracção ainda não é quantificável assim como o seu impacto nas demais economias emergentes. Para os EUA, o impacto directo da desaceleração da economia chinesa é limitado. As exportações americanas para a China representam apenas 10% do total. As exportações representam uns meros 12% do PIB americano. Todavia, se se assistir a um efeito contágio, o impacto no PIB americano poderá ser maior.
3. Uma subida das taxas de juro americanas poderia causar uma pressão adicional em muitos países emergentes, já abalados pela situação na China. Tal decisão reforçaria a força do Dólar sobre as moedas destes países, pressionando a cotação das matérias-primas (das quais dependem as receitas de países como Brasil, África do Sul, entre outros) e aumentaria o peso da dívida de muitas empresas destes países. De facto, muitas empresas de países emergentes emitiram dívida em Dólares para beneficiarem das taxas de juro próximas de 0% e da fraqueza que a moeda americana tinha face às divisas dos mercados emergentes.
4. Uma subida na reunião desta semana poderia abalar a credibilidade da FED num cenário em que a economia global sofresse um grave revés em virtude dos riscos que mencionámos. As expectativas dos investidores em relação à decisão de 5ª feira dependem do peso que atribuem a cada um destes factores. Os mercados monetários dão uma probabilidade de apenas 28% a uma subida de 0.25% das taxas
de juro. A maioria dos economistas antecipa um incremento das taxas de juro mas alguns deles (como os do Deutsceh Bank e da Banca IMI) desertaram desse campo, defendendo uma manutenção das taxas.


Em suma, na mesa estão essencialmente dois cenários... No primeiro a FED aumenta as taxas de juro em 0.25% mas na conferência de imprensa tranquiliza os investidores em relação ao ritmo do processo de normalização da política monetária. No segundo, o Banco Central mantém as taxas de juro inalteradas mas alerta os investidores para a iminência de uma subida.  

(fonte: BPI )
 

 

A Semana
PIB do Japão, minutas da Fed e Grécia marcam agenda da semana

16/08/2015

SEGUNDA 17

ECONOMIA -  Investidores atentos ao PIB Japonês. Os investidores vão continuar atentos aos mercados asiáticos, no início desta semana. Depois das surpreendentes desvalorizações da moeda chinesa, que reforçaram a suspeita de um abrandamento da economia chinesa superior ao calculado, os investidores vão estar atentos à divulgação do produto interno bruto (PIB) do Japão. Os economistas consultados pela Bloomberg antecipam que o PIB da terceira maior economia do mundo terá contraído 1,8% no segundo trimestre, face ao período homólogo.

TERÇA 18

INDICADORES ECONÓMICOS - INE divulga preços na IndústriaO Instituto Nacional de Estatística (INE) revela, esta terça-feira, o índice de preços na produção industrial, em Julho. Em Junho, os preços na indústria caíram 1,8%, face ao período homólogo. Na quarta-feira, o INE publica a síntese económica de conjuntura.

QUARTA 19

POLÍTICA MONETÁRIARIA - Reserva federal Publica minutas. As atenções dos investidores vão estar centradas nos juros dos EUA, esta quarta-feira. A Reserva Federal (Fed) publica as minutas da reunião de política monetária, que decorreu a 28 e 29 de Julho. Os analistas vão estar atentos ao documento, procurando mais informações sobre a data provável para a subida da taxa de referência pela primeira vez desde 2006. Os investidores apontam para uma probabilidade de 42% de subida dos juros na reunião de 16 e 17 de Setembro, de acordo com os dados recolhidos pela Bloomberg. Antes da publicação das minutas, será também divulgada a inflação, um indicador relevante para a Fed, que definiu uma meta de 2%, a médio prazo. Os economistas consultados pela Bloomberg estimam uma subida dos preços de 0,2%, face ao período homólogo.
EMPRESAS - Sonae publica contas semestrais. A Sonae revela os resultados consolidados do primeiro semestre, esta quarta-feira, após o fecho dos mercados. O CaixaBI estima que a retalhista deverá ter terminado o primeiro semestre com um lucro de 74 milhões de euros, 63% acima do período homólogo, devido ao Guardar e Fechar impacto positivo de ganhos não operacionais. Pelo contrário, a agressividade promocional no retalho alimentar deverá ter prejudicado as contas da empresa, diz o banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos.


QUINTA 20


ZONA EURO - Grécia Tem de pagar empréstimo do BCE. Termina esta quinta-feira o prazo para a Grécia devolver 3,2 mil milhões de euros ao Banco Central Europeu (BCE). Até lá, o governo e os credores internacionais procuram concretizar um acordo para obter um novo empréstimo que permita à Grécia efectuar o pagamento.


SEXTA 21

Economia -  Consumidores na zona euro menos Negativos. A Comissão Europeia publica, esta sexta-feira, o índice de confiança dos consumidores na Zona Euro, em Agosto. De acordo com os economistas consultados pela Bloomberg, a confiança dos consumidores deverá estar menos negativa, evoluindo de -7,1 pontos para -6,8 pontos.

 

Parlamento grego aprova terceiro resgate

14/08/2015

O parlamento grego aprovou esta sexta-feira, 14 de Agosto, as medidas de austeridade e de reforma contidas no memorando de entendimento que acompanhará o terceiro resgate ao país. A votação, que teve lugar esta manhã, resultou em 222 votos favoráveis, 64 votos contra e 11 abstenções.

No entanto, o memorando ainda terá de receber luz verde dos ministros das Finanças da Zona Euro, que vão estar reunidos esta tarde, em Bruxelas, para decidir se aprovam o terceiro resgate a Atenas ou se será preferível o país receber outro empréstimo-ponte, menor e de curto prazo. (Notícia em actualização)
 

 

Comentário de Fecho 

12/08/2015 
 

Ficheiro__bandeira_portug
Portugal PSI20 5454 (-1.13%) Galp 10.3500 (2.32%) Altri 3.5730 (-4.29%) 

 

A bolsa portuguesa fechou negativa, num contexto de fortes e até mesmo quedas superiores para os mercados europeus que voltam a reflectir a decisão de ontem do Banco Central da China. 

Destaque para as perdas do sector bancário: o BCP e o BPI perderam cerca de 3%. 

A relativa overperformance do mercado nacional em relação aos demais teve origem no comportamento das acções da Galp e dos CTT que subiram 2.31% e 1.17%, respectivamente. A petrolífera seguiu a tendência dos pares europeus que registaram uma queda menos pronunciada que os restantes sectores da economia. 

Os títulos da Jerónimo Martins recuaram 1.72%, no dia em que o fundo Ipopema subiu o preço-alvo da retalhista para 15.40 € por acção, embora não incluindo nesta avaliação o risco político na Polónia, o qual poderá reduzir o lucro da retalhista até 40%. 

Em termos de indicadores económicos, o Índice de Preços no Consumidor em Portugal teve uma queda mensal maior do que o previsto de 0.70% em Julho de 2015, depois da queda de 0.10% em Junho. Em causa estiveram os saldos de vestuário e calçado do Verão. A taxa de inflação em Julho registou uma variação de 0.80% face ao mesmo mês do ano passado. 

Ficheiro__bandeira_ue 
Europa DJEUROStoxx50 3486 (-3.29%) IBEX35 10880 (-2.44%) DAX 10927 (-3.24%) CAC 4925 (-3.40%) 

A sessão de hoje foi de fortes perdas para os mercados europeus que, pelo segundo dia consecutivo, reflectiram a decisão tomada ontem pelo Banco Popular da China em desvalorizar a sua moeda em 1.90%, permitindo hoje uma nova desvalorização da sua divisa. 

Naturalmente, as empresas mais afectadas continuam a ser as empresas exportadoras, como os fabricantes de automóveis e de bens de luxo. A China é o 2ª maior consumidor de produtos vindos da EU, logo após os EUA. 

Acresce que a depreciação da moeda chinesa provoca um afastamento por parte dos investidores de activos de risco e aumenta a procura por activos de refúgio, como o ouro ou as obrigações alemãs. Neste sentido, o preço do ouro registou um aumento na sessão de hoje, enquanto que as yields da dívida alemã a dois anos já atingiram o valor mais baixo de sempre (de lembrar que as yields variam em sentido inverso ao das obrigações). 

O preço do petróleo manteve-se praticamente estável, no dia em que a Agência Internacional da Energia informou hoje que a procura mundial de petróleo está a crescer ao ritmo mais rápido dos últimos cinco anos, apoiada pela recuperação económica e pelos baixos preços do crude, o que compensa o aumento da oferta. No seu relatório mensal, esta Agência afirma que a procura irá crescer 1.6 milhões de barris diários este ano, mais 260 000 barris do que os calculados no seu último relatório, o que supõe “o maior aumento em cinco anos”. 

Sobre os resultados empresariais divulgados, os títulos da Henkel reagiram com uma queda superior a 8%, depois do abrandamento das suas receitas no negócio de adesivos. Contudo, a empresa mostrou-se optimista em relação ao seu negócio na China. 
Também a Unilever registou uma desvalorização (-6.31%), depois da Goldman Sachs ter cortado a sua recomendação. 

No que respeita aos indicadores económicos, a produção industrial na Zona Euro caiu mais do que o esperado em Junho. 

Ficheiro__bandeira_eua
Wall Street S&P 2059 (-1.20%) Nasdaq100 4458 (-1.22%) Dow Jones 17175 (-1.31%) 

Wall Street negociava em queda, com a depreciação da divisa chinesa a manter os mercados financeiros pressionados. 

Um Yuan mais fraco é positivo para as exportadoras chinesas, já que torna os seus produtos mais competitivos, mas negativo para as empresas internacionais que concorrem com rivais chinesas. Entre estas incluem-se os fabricantes de automóveis, de bens de luxo e empresas tecnológicas.

 

Regulador chinês proíbe venda de acções por accionistas qualificados 

08/07/2015 

Os investidores com posições qualificadas em cotadas chinesas estão proibidos de reduzir a sua posição por um período de seis meses. A decisão foi anunciada pelo regulador chinês esta quarta-feira, 8 de Julho, e é o mais recente esforço para travar as fortes quedas das acções do país.
 
Accionistas, executivos e directores de empresas chinesas em bolsa, que tenham uma posição superior a 5%, têm que manter a participação por um período de seis meses, anunciou a China Securities Regulatory Commission (CSRC), citada pela Bloomberg. Esta é apenas mais uma das várias medidas já tomadas pelo regulador dos mercados do país. Antes desta, todas as ofertas públicas iniciais (IPO) agendadas para o mercado chinês foram canceladas.
 
O regulador chinês tenta, assim, travar as fortes quedas que têm sido registadas em todos os índices do país. O índice de Shanghai, por exemplo, cai já 32,11% desde o máximo registado a 12 de Junho. Só na sessão desta quarta-feira, o índice perdeu 5,9% para 3.507,192 pontos.
 
"Isto não é algo que acontecesse nos EUA ou em qualquer outro mercado desenvolvido", defende Brian Jacobsen, citado pela Bloomberg. O director de estratégia de carteiras no Wells Fargo afirma que esta medida "cheira um pouco a desespero". "Mas na China é um sistema muito particular e estão a ser tomadas medidas singulares para tentar travar as quedas", conclui.

 




wwww.portugalsolucoes.com | geral@portugalsolucoes.com | Telf.: ( 351 ) 22 375 1194 / 96 919 3999
PORTUGAL SOLUÇÕES ASSESSORIA
© webdesign by risema.com
    Twitter Facebook